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67. It’s okay, that’s love (K-drama) Parte 1

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Hoje em dia acredito que as coisas venham em tempo providencial. Não é por acaso que as coisas se sucedem. E principalmente quando falamos sobre a mente e – eu não vou dizer problemas – mas, questões psicológicas muitas frases clichês vêm à tona.

Porém se creditarmos as palavras não apenas como partes de uma frase, mas com um significado maior aplicado às nossas vidas talvez encontremos sentido.

Dramas como It’s okay, that’s love apresentam uma carga emocional muito grande ao tratar de questões da mente e fazendo isso de maneira sutil em todos os personagens e em como eles lidam com situações adversas.

Nós já sabemos que as ações são frutos do que acontecem a princípio dentro de nós e se convertem externamente conscientemente ou inconscientemente.

Eu disse que tudo vem em um tempo providencial porque se fosse alguns meses atrás – ou até mesmo um ano, quando comecei a ver esse drama e parei – porque a minha resenha seria completamente diferente, eu não tinha dado muito atenção ao drama.

Então eu passei por questões de necessidade pessoal a estudar mais sobre tudo o que tem a ver com a mente, não digo psicologia, mas coisas relacionadas a ela e ao que gira em torno do que fazemos ou podemos fazer para sermos pessoas melhores – encontrar o nosso potencial – e nos desenvolvermos mentalmente para melhor lidarmos com o que queremos e com as situações que caem no nosso colo.

E isso é incrível, engloba muitas coisas inclusive todas aquelas que achamos ser pura babaquice como cursos/treinamentos motivacionais, coaching pessoal, astrologia, além de psicologia e psiquiatria. Todos temos uma certa trava com relação a tudo isso. E ao não se desenvolver, ao não pensar sobre isso e abrir a mente para receber novas aprendizagens isso nos coloca em um patamar baixo e um nível de consciência fraco e preconceituoso.

Ao rever esse drama – sim eu tive que rever desde o começo – eu percebi como muitas coisas estavam ali na minha cara e tinham passado despercebidas! Foi providencial o pedido da resenha nesse momento porque consigo ver com mais clareza sobre o que se trata o drama com suas inúmeras sutilezas e principalmente traçando uma bela comparação com os ensinamentos e questionamentos que venho aplicando sobre mim e o eu interior. (Sim esta resenha será longa!)

Se auto conhecer é primordial. Entender os padrões que adotamos e as defesas. It’s okay, that’s love é um drama onde muita gente tem problemas. A personagem principal, a queridíssima Gong Hyo-jin, é uma psiquiatra chamada Ji Hae-Soo que mora com mais um psiquiatra e um colega deles quando Jang Jae-Yeol (Jo In-Sung), um escritor bonitão e galanteador se muda para a mesma casa.

A psiquiatra sabe que o problema dela é ansiedade quanto ao relacionamento com o sexo oposto porque – podemos colocar assim – teve traumas do passado; a mãe que traiu o pai. Ela não conseguiu lidar bem com isso então todo relacionamento amoroso que ela tem é fracassado.

Ela vem ajudando vários pacientes, mas ela mesma precisa de ajuda de alguém que esteja disposto e com paciência para ajudá-la a superar o trauma. Eu achei altamente corajoso o drama trazer um assunto assim em voga. É um assunto completamente delicado e cujo trauma deve ter muito mais gente por aí do que imaginamos.

A maioria dos traumas que temos são de relacionamentos, o quanto os ignoramos e vivemos mal por isso e o quanto não sabemos e nem queremos resolver. Acho que essa frase resume um pouco o que o drama quer passar.

Vencer um trauma é acima de tudo uma questão psicológica pessoal – uma luta interna -, no entanto, quando se trata de relacionamentos a gente precisa de um apoio externo. Mas como dar esse apoio para alguém quando eu tenho os meus próprios traumas mal resolvidos e principalmente quando não tenho noção que eles existem?

É por isso que nos relacionamentos existem muitos campos minados. Nós não sabemos onde estamos pisando, se em um machucado de longa data mas curado ou em um trauma difícil de ser superado e com isso colecionamos mais e mais feridas. É um ciclo vicioso de não conhecermos nossas dores e muito menos a dos outros.

(CONTINUA)

OBS.: Peço desculpas, isso estava escrito desde 02/02! Minha hospedagem agora é gratuita assim que está caindo o site sempre que tem muita gente entrando nele. Por isso não tenho postado também.