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66. Mask (K-drama)

Estava há duas semanas para escrever sobre Healer. Mas, terminei Mask por esses dias e acho que não resistirei a não escrever sobre, assim o quanto antes. Eu chorei com o final! No entanto, o final não chegou nem próximo ao que esperava. Mas, não foi totalmente ruim.

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O que eu esperava talvez fosse um desenrolar da história diferente. Talvez que o vilão, mas do que extremamente bonito (Yun Jung Hoon – Vampire Prosecutor, Can Love Become Money? – meu Deus do céu esse ator) fosse menos frágil e ao final não ficasse totalmente desorientado e que a história do por quê ele se tornou vingativo não fosse essa balela grande de vingar a debilidade/morte dos pais porque já não cola mais sabe?

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Quando comecei a assistir me propunha a gincana de contar quantas vezes os atores falavam a palavra “Mask” ao longo dos diálogos… E olha se você chutar umas 10 vezes em menos de 10 minutos não estará errado. O que é engraçado porque hoje em dia as produções já não se preocupam tanto assim em martelar na sua cabeça a simbologia, o conceito principal do drama…

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Soo Ae (Athena: Goddess of War, 9 End 2 Outs) que andava sumida dos dramas desde 2013, maravilhosa atriz por sinal, nos apresenta Byun Ji Sook uma protagonista não tão bobinha assim (porque ela tem ações e vontades próprias, não só reações do que acontece a sua volta) que se envolve em uma troca de identidades tal como a novela clássica Usurpadora.

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A diferença consiste em que ela usurpa alguém que acaba de morrer, a então futura esposa de Choi Min Woo (Joo Ji Hoon – Medical Top Team, Goong) Eun Ha. Eun Ha era amante de Min Suk Hoon (Yun Jung Hoon) e com ele planejava fazer parte da família do Presidente Choi Doo Hyun (Jun Gook Hwan) e ganhar a empresa para eles. Min Suk Hoon é então casado com Choi Mi Yun (Yoo In Young – You Who Came From the Stars, Empress Ki) que o ama loucamente apesar de saber que ele mente desenfreadamente e que não a ama. E foi, exatamente na parte do final de Choi Mi Yun e Min Suk Hoon que me causou uma emoção lacrimosa…

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Choi Mi Yun, no entanto, também era uma pessoa não tão boazinha assim porque sabia do envolvimento de Min Suk Hoon e Eun Ha e achava que era por isso que ele não gostava dela e vivia tentando “salvar” seu casamento. Ela coloca uma droga na bebida de Eun Ha, com isso Eun Ha cai na piscina e Choi Mi Yun assiste ela se afogar sem salvá-la.

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Min Suk Hoon então substitui Eun Ha por Byun Ji Sook, uma pessoa pobre que tem a família cheia de dívidas e perseguida por agiotas. Ela se vê cúmplice das coisas que ele planeja, sendo culpada de um assassinato e forjando a própria morte. Nisso, agora ela se torna mulher de Min Woo e com o tempo eles começam a se apaixonar um pelo outro. Então, ela se rebela contra Suk Hoon porque sabe que ele planeja matar Min Woo.

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A continuação é o casal principal se protegendo como pode das armações de Suk Hoon e tentando achar provas contra ele. Ji Sook volta a se comunicar com sua antiga família e etc. Ji Sook vai para prisão e então temos o fim emocionante de Suk Hoon e Mi Yun quando ele diz a ela que não a ama e nunca fugiria com ela, então ela resolve se suicidar e dá uma passagem para ele fugir do país. Quando Suk Hoon lê uma carta de Mi Yun sobre o passado deles juntos e o quanto ela o ama, ele resolve ligar para ela, mas tarde demais. Então, ele finalmente sente remorso.

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Uma cena muito boa desse drama é quanto Suk Hoon cita Crime e Castigo ao matar alguém friamente. “Uma pessoa extraordinária está acima do bem e do mal… E eu sou uma pessoa extraordinária”. Mask, sem dúvida, um dos melhores dramas coreanos de 2015…

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59. Triangle (K-drama)

Enquanto estou arrumando as coisas por aqui ainda estou assistindo Triangle. E tenho que dizer que mesmo não sendo tão excitante a história no começo a partir do 7 episódio começamos a tomar gosto pela coisa! Principalmente porque começamos a encaixar como será o desenrolar da história e a querer ver no que aquilo vai dar.

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A história é sobre 3 irmãos que são separados após a morte do pai que era um mineiro. A morte do pai foi causada pelo vilão da história ~ o maravilhoso vilão ~ Go Bok-Tae (Kim Byung-Ok – I Can Hear Your Voice/Fashion King). Ele começou sua fortuna sendo gangster em Sabuk e agora 20 anos depois dirige uma construtora.

O irmão mais velho (dos três perdidos) é Jang Dong-Soo (Lee Beom-Soo – History of the salaryman) ele é um detetive de Sabuk que quer prender a todo custo Go Bok-Tae.

O irmão do meio é o Heo Young-Dal – gracinha do Jae Joon (Protect the boss) e particularmente, apesar de achar que ele necessita treinar mais a atuação, todo aquele charme que el exala já é o suficiente para levar as mulheres à loucura – ENTÃO TUDO BEM-. Ele é um idiota (não sei achar melhor descrição) metido a gangster “vou dominar o mundo” que quer fazer fortuna jogando poker em um casino clandestino.

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O problema mór e acho até que faltou uma pitada maior de humor no drama – ele poderia fazer umas sacadas legais com Heo Young-Dal perdendo todas e saindo se achando (o extremo da comédia e do ridículo) – mas perdemos isso, Heo Young-Dal tem sonho de jogar Hold’em em Las Vegas e não perder, mas perde todas quando joga e sai com cara de nada e achando que ainda poderá vencer.

É assim que ele conhece o seu irmão mais novo, o meigosíssimo Yoon Yang-Ha (Siwan – Reply 1997/Hope for dating), que é o único que foi adotado e agora é um almofadinha fofinho. Ele e o irmão são viciados em poker com a diferença que o menor é bom jogador e já jogou Hold’em em Las Vegas.

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Mas o interessante do poker e de como esse drama o descreve é que poker não tem a ver com inteligência e sim com ousadia, sorte e presença (aquele carisma ou aquele it que só os poderosos chefões têm – e vocês sabem do que estou falando), ou simplesmente que blefa melhor.

Heo Young-Dal reina brilhantemente e ele é um zé ninguém na verdade, o que conta é em como ele se tornou um mito em Sabuk, o quanto todos o conhecem e sabem quem é ele, em como ele lida com as situações com liderança, arrogância e confiança e o quanto tudo isso influencia em torná-lo maior do que ele é. E poker justamente é a cara dele e ele é a cara do poker! (Simplesmente amei essa temática no drama!)

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O melhor de tudo é que eles (os dois irmãos) também disputarão a mesma garota, a humilde Oh Jung-Hee (Empress Ki) que trabalha no casino clandestino no começo como croupier – e quer se tornar uma croupier – e depois no casino do pai de Yoon Yang-Ha. A preferência de Oh Jung-Hee é o poderosíssimo no gogó Heo Young-Dal, é claro. Mas Yoon Yang-Ha não lida muito bem com isso…

O pai de Yoon Yang-Ha é o mentor da morte do pai dos três irmãos, porque ele que mandou Go Bok-Tae o matar. Yoon Yang-Ha escuta isso atrás da porta, mas ainda sim continua ao lado de seu pai. Yoon Yang-Ha tem uma coisa meio vilão psicopata muito bom! Ele é um ótimo ator e uma gracinha. <3

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O enrolo começa quando Jang Dong-Soo chama Heo Young-Dal para tentar prender Go Bok-Tae e o ajuda a se tornar um de seus capangas. Mas Heo Young-Dal só está “do lado dele mesmo” e quer usar tanto Go Bok-Tae quanto Jang Dong-Soo para se promover e passar a perna nos dois.

Heo Young-Dal e Yoon Yang-Ha não se lembram do passado deles o que tornou mais difícil para Jang Dong-Soo encontrar seus irmãos. O legal vai ser que quando eles se “descobrirem” vão se tornar os aliados necessários para derrubar o vilão Go Bok-Tae e ao mesmo tempo vão descobrindo o que têm em comum.

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O primeiro amor de Jang Dong-Soo é a médica psicóloga Hwang Shin-Hye (Oh Yeon-Su), ela também é psicóloga de Yoon Yang-Ha e resolveu se juntar a polícia ajudando nos casos de Jang Dong-Soo e também se aproximando dele novamente após o seu casamento fracassado com Hyun Pil-Sang (Jang Dong-Jik). Um personagem chato que também está no rolo dos negócios Go Bok-Tae.

Apesar de Triangle não ser tão legal quanto You’re all surrounded e Doctor Stranger, achei um ótimo enredo e uma união muito boa de atores, aliás tirando o chapéu para o Jae Joon. Parece que Song Seung Hun faria o papel de Young-Dal, mas Jae Joon não ficou para trás no quesito gangsta.

Tipos de drama

Estou contente que o blog esteja dando certo e que tenha comentários dos que estão nos acompanhando, a todos, muito obrigada. Mas hoje vejo a necessidade de começar a falar sobre Tipos de drama.

Como vocês sabem, existem estatísticas nos blogs que ajudam os blogueiros a ver o que estão procurando mais, o que as pessoas querem saber (ou não) e, o que intrigou muito, foi o último resultado de buscas do google que redirecionaram para minha página. Como uma boa blogueira, devo compartilhar isso com vocês e principalmente, para sanar suas respectivas dúvidas galera:

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Vejo a necessidade de Tipos de drama.

Drama vale a pena ver de novo: Quando tem um ator bonitão. Exemplo: Personal Taste, The Greatest Love.

Drama pornochanchada: caracterizados pelo deboche, personagens caricatos, situações divertidas, piadas de duplo sentido, mulheres sem roupas e insinuações de sexo. Exemplo: I need romance.

Drama adaptação: Adaptação do filme, que era adaptação do anime, que era adaptação do mangá. Exemplo: City Hunter, Hana Yori Dango.

Drama doing it wrong: Aquele drama que foi filmado e você não sabe exatamente pra quê. Exemplo: Coffee House.

Drama know how: é o conhecimento de como executar alguma tarefa. O know-how é diferente de outros tipos de conhecimento, pois não é algo que possa ser diretamente aplicado a uma tarefa. O know-how é utilizado para designar uma técnica, um conhecimento ou uma capacidade desenvolvida por uma organização ou por uma pessoa. Exemplo: Hana Yori Dango, My name is Kim Sam Soon, Boy Before Flowers, You’re beautiful.

Drama passado: Histórias que já conhecemos por serem usadas em vários filmes, novelas, etc, etc. Exemplo: Coffee Prince, Secret Garden.

Drama pano de fundo: Aquele que tem uma ambientação boa. Exemplo: Baby Faced Beauty, Personal Taste.

Drama Bridget Jones: personagens principais femininas de 30 anos e querem romance. Exemplo: My name is Kim Sam Soon, Baby Faced Beauty, I need romance.

Drama Malhação: Dramas colegiais. Exemplo: Hana Yori Dango, Boys Before Flowers.

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Alguém? Alguém? Algum exemplo?

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11. Secret Garden (K-drama)

Fala Galera! E esses projetos de lei sambando na nossa cara? Realmente vejo todo mundo se mijando pelos cantos de medo de nossos míseros compartilhamentos serem todos extinguidos e deixando tudo loucamente em hiato e a câmara se preocupando tanto com a pornô/pirataria que eles mesmos baixavam em casa, ao invés de se preocupar com a fome na África, as constantes guerras no mundo árabe, repressão na Síria, greve nos transportes em Lisboa, e outras tantas coisas que precisavam de atenção… Mas, pra quê né?

Vamos falar de coisas boas. Hyun Bin. Quem não viu Secret Garden, corra agora mesmo e baixe loucamente. Vai por mim. Um dia esse clima de tensão constante acabará te asfixiando. Talvez você chore cabelos. Isso mesmo, cabelos. Então, por isso, SENTE O DRAMA. Se o jeito é esperar, então que seja com a máscara de Guy Fawkes. Este é o seu melhor, você tem certeza disso?

Só para deixar vocês com água na boca e com vontade desanimadora de ver mais k dramas, então vou falar de Secret Garden.

O drama conta a história de Kim Joo Won (Hyun Bin), um excêntrico e arrogante CEO, que tem fobia de elevador devido a um acidente em que quase perdeu a vida e nem Joo Won lembra disso.

Ra Gil Im (Ha Ji Won) é uma dublê pobre e humilde cuja beleza e corpo são o objeto de inveja das atrizes. Ela se encontra acidentalmente com Joo Won quando ele a confunde com a atriz principal que ela está dublando. Joo Won foi atrás da atriz devido a um pedido  Oska (Yoon Sang Hyun), seu primo e cantor famoso.

Joo Won vai a encontros às cegas porque quer encontrar uma esposa para se casar. Até então, ele não acredita em amor e sim em praticidade. Através de um desses encontros ele conhece Yoon Seul (Kim Sa Rang), ex namorada de Oska, e ela imediatamente se interessa por ele.

Sempre que Joo Won e Ra Gil Im estão juntos aparecem brigando, através do qual Joo Won tenta esconder uma atração cada vez maior por Ra Im que tanto a confunde e perturba. Ele sempre a segue e fica dizendo que não gosta dela, e a diferença social acaba sendo um grande entrave. Quando está em casa sozinho para não pensar nela, ele canta: Kim Soo Han Moo Geo Bukgi Wa Doo Roo Mi Sam Cheon Gab Sa Dong Bang Sark Chi Chi Ka Po Sa Ri Sa Ri Sen Ta Weo Ri Weo Ri Se BBu Ri Ka Moo Doo Sel La Goo Roomi Heo Ri Kae In Dam Byeo Rak Seo Sang Won eh Go Yang ee Ba Du Ki Neun Dol Dol ee… sim soo han moo

Quando eles veem já estão apaixonados com a vida deles se estreitando cada vez mais. Até que Ra Im como ela é fã do Oska e a loja de Joo Won faz uma promoção de viagem com ele, ela acaba sendo sorteada. É esse o ápice da história onde eles, depois de uma competição de bicicleta acabam passando a noite em uma cabana na floresta. É lá que tomam uma poção e acordam trocados de corpo. A maneira como eles fizeram essa situação ser cômica, é muito mais engraçada do que você já viu em qualquer filme por aí que explora a troca de corpo. Foram os episódios que mais gostei de ver!

Mas, daí você pensa que eles continuaram assim durante um bom tempo, até que eles descobrem que a chuva faz com que eles voltem ao normal. Quando eles pensam que está tudo bem, chove de novo. E de novo, mas justamente em situações de extrema importância para cada um deles em suas vidas pessoais e acaba virando tudo uma bagunça. Chove e ele está na rua e ela no corpo dele está no elevador. Descobrimos então que foi o pai de Ra Im, bombeiro, que salvou Joo Won do incêndio de um prédio em que ele estava preso no elevador, e que acabou morrendo em seu lugar.

Até que você entende que o real motivo disso acontecer é que Ra Im dublaria uma cena de carro e se acidentaria, ficando em coma. É o espírito do pai de Ra Im que dá a poção na floresta para os dois. Quando ela descobre que foi o pai dela quem morreu para salvá-lo, ela conta para ele. Joo Won vê a meteorologia e decide levá-la até a chuva. Ele se vê de alguma forma na obrigação de retribuir o que pai dela fez por ele e também, é claro, por seu amor por ela. É quando você já está com o coração na mão, e ele escreve uma carta para ela explicando tudo. Ele sempre disse que o romance deles eram como o da Pequena Sereia, que um deles dois desapareceria  feito bolas de espuma.

Então ela acorda como Joo Won e quando dormem novamente sonhando, veem o espírito do pai de Ra Im que explica que a magia acabou. Eles acordam em seus corpos novamente só que Joo Won não se lembra mais dela, toda a sua memória voltou há 13 anos atrás. Até que ele pega um exemplar de Alice no País das Maravilhas e vê um rascunho em que tem reescrito o final da Pequena Sereia: “Então a Pequena Sereia estava prestes a desaparecer em bolhas e o Princípe perguntou “Este é o seu melhor, tem certeza disso?” (Bordão de Joo Won) e vê que é a caligrafia dele mesmo e se lembra de tudo.

Depois eles se casam no civil apenas e têm três filhos e a mãe dele não aceitou o casamento. Oska e sua ex namorada, seu único amor, também reatam após perceberam que haviam se separado devido à mal-entendidos. Então você acaba querendo demais dos k dramas após ver esse, e perguntando sempre: Este é o seu melhor, você tem certeza disso?

Nem preciso dizer que foi o melhor da atuação de Hyun Bin, que esteve impecável nesse papel maravilhoso. Com certeza, este é o seu melhor. Com certeza, é o melhor dos k dramas.

PS.: A casa de Joo Won, sim, essa mesma, onde é? aqui.

PS2.: Abandonar k dramas, deve ser fácil, difícil mesmo é conseguir parar de escrever.

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

5. Coffee Prince (K-drama)

aka The 1st Shop of Coffee Prince.

Novamente temos Yoon Eun Hye (de Lie to me) só que agora ela interpreta Go Eun Chan, de cabelos curtos, que parece homem. Não fosse a moda que pegou em fazer as atrizes darem provas de sua competência cortando o cabelo curto em algum drama que fizerem na vida aka cabelo feio da Koo Hye Sun em The Musical. Nada contra, eu acho ótimo.

Eun Hye combinou tanto com cabelo de homem e roupas de homem, que poderia facilmente continuar fazendo isso para o resto de sua vida. Eu, realmente, achei estranho vê-la com cabelo já crescido no final da trama. Pra mim, foi como se fosse ver um menino com cabelo comprido e usando roupas femininas sei lá por quê.

Na verdade a história de Coffee Prince todos nós já conhecemos de cor e sorteado. Quem nunca viu um drama/ um novela/ um filme/ um livro em que temos uma garota que se passa por menino e um garoto gosta dela mesmo assim ao longo da história e o ponto culminante é quando o garoto descobre que gosta de uma garota? QUEM NUNCA?

Quem nunca leu Guimarães Rosa e não se deliciou com o amor de Riobaldo por Diadorim em Grande Sertão: Veredas (também tem o filme)? Mas, OLHEM, não estou aqui fazendo uma comparação de que Coffee Prince seja tão bom quanto. Só estou dando exemplos de tramas com estrutura semelhante, que todos nós já sabemos que dá certo. Quem não se lembra de Pequena Travessa (risos) – novela do SBT – em que tem uma sinopse bem parecida com Coffee Prince. Temos também La Lola (novela mexicana exibida no SBT), Beleza Pura (novela da globo), temos também o filme recente Albert Nobbs.

Coffee Prince também é uma adaptação de um livro, de mesmo nome, de Lee Sun-mi.

Como tantos outros que não me recordo agora, e que, é possível uma grande gama de acontecimentos bem humorados ou fortemente dramáticos quando uma pessoa de um sexo se passa por ser de outro, e aí, você tem uma confusão já criada. É como repetir uma receita de bolo infalível que ninguém nunca se recusará a fazer ou a comer depois de já feito. Ninguém se recusará a assistir, ninguém perderá dinheiro ao fazê-lo. Simples assim.

Tem leve toque de “eu quero tocar no assunto do homossexualismo, mas não sei como”, se Eun Chan fosse homem ninguém se importaria. Esse tipo de história quer discutir basicamente que o amor é algo que surge, é uma inclinação total por determinado alguém, que, ora nos cegamos a respeito de tudo sobre a pessoa, ora não sabemos lidar ou repelimos o sentimento quando ele não nos é “aceitável” para os padrões e para os nossos tão bem inacessíveis tabus. Ele propõe: “Por que não aceitarmos a ideia de se entregar ao amor e a senti-lo livremente, sem culpa ou arrependimento, quando nos damos de cara com ele?”

A história de Eun Chan é que ela e a família não tem boas condições financeiras e com isso ela é obrigada a arranjar todo tipo de trabalho. Eventualmente, todos a confundiam com um garoto. Até que ela se depara com Choi Han Kyul (Gong Yoo) que é filho de uma família rica, que não tem emprego nem responsabilidade. Ele ainda gosta do seu primeiro amor, Han Yoo Joo (Chae Jung Ahn) que era namorada do primo dele, Choi Han Sung (Lee Sun Gyun).

Han Sung foi traído por Yoo Joo, mas não conseguiu esquecê-la. Yoo Joo volta depois de 3 anos (salvo o engano de serem apenas 2) para reconquistá-lo desde o começo do drama. Han Sung é um produtor musical e Yoo Joo uma artista plástica, a combinação dos dois é quase perfeita no quesito “casal cool”.

Han Kyul sofre a pressão dos pais e da avó para se casar. Com isso, ele tem que ir a encontros às cegas. Ele acaba conhecendo Eun Chan e achando que ela é um garoto, a contrata para estragar seus encontros às cegas. E daí vem: contrato de relacionamento, você tocou no meu ombro, 10 reais, etc, etc. (A diferença nesse drama, é que a mocinha é que carrega o mocinho bêbado nas costas!). Depois disso, eles se tornam amigos e Han Kyul recebe a missão da avó de administrar um café.

Han Kyul acaba aceitando a ideia de abrir o café graças à Eun Chan. Mas ele diz que só contratará homens e ela decide continuar como garoto aos olhos dele. Boa parte do drama se passa no Coffee Prince, onde todos os funcionários se tornam grandes amigos e Han Kyul acaba gostando do seu trabalho (criando responsabilidade, se apaixonando pela Eun Chan)… Ponto para os funcionários do Coffee Prince, primeiro, por serem bonitos; segundo, por serem personagens divertidos e cada um da sua maneira, interessantes; terceiro, porque serem eles o drama não teria tanta graça.

Há momentos bonitos do amor de Han Kyul por Eun Chan. E a parte legal fica para a “guerra do amor” como é intitulada por Gae Sik (ex-presidente do Coffee Prince). Nesse ínterim, Han Sung também conhece Eun Chan e ela, no começo, também achou que poderia gostar dele, como ele por um momento também gostou dela.

Já vi por aí reclamações a respeito do estardalhaço que Han Kyul faz quando descobre a verdade sobre Eun Chan. Mas, convenhamos, não é difícil entender porque se ele já tinha se acostumado com a ideia de ser gay, não ser gay também precisaria de tempo.

Não achei necessário a ida de Eun Chan à Europa (conforme gentilmente informado por uma nossa leitora que eu havia me enganado, mas acontece rs) para realizar seu sonho de ser barista, porque foi injusto com Han Kyul que não foi aos EUA quando teve oportunidade de realizar seu sonho como designer de brinquedos (toy art total).

Eu gostei desse drama porque foi contado com leveza e delicadeza a história de um cara que mudou por amor e cresceu com ele e quis ser diferente com ele e toda essa reflexão sobre o amor e blá blá blá. Um ponto para mim mesma como esse post sério e reflexivo.

“Ó e agora, o que a Jessica Jung acha disso?”

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