4. Coffee House (K-drama)

A melhor definição de Coffee House é vergonha.

Coffee House é considerado a MAIOR VERGONHA dos dramas coreanos. Isso mesmo, MAIOR VERGONHA. Se você quiser assistir, vá em frente. Porém, recomendar recomendar mesmo eu não recomendo não. Como você nem precisa da minha recomendação, vamos aos fatos.

O fato da protagonista (Ham Eun Jung aka Kang Seung Yeon) ser uma completa idiota e não saber fazer nada direito me abalou profundamente. Isso porque gosto do ator Kang Ji Hwan, que claramente, acharam que a simples presença dele no drama seja relevante ao expoente máximo para aceitação do público. É me chamar de idiota. É me dar um soco na cara. É sambar na minha cara.

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Este roteirista estava, inegavelmente, aprendendo a escrever. Este roteirista estava, inegavelmente, tirando com a minha cara. Este roteirista estava, inegavelmente, assistindo poucos dramas. Este roteirista estava, inegavelmente, lendo poucos livros.

Confesso que a minha irritação maior foi a respeito dos personagens, todos tão sem graça, chatos mesmo, eram apenas esteriótipos exagerados de suas profissões (ou não) só para parecerem engraçados. Eu posso levantar a mão e dizer que SOBREVIVI ao 5 episódio para nunca mais.

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Sim, estou comentando algo que parei na metade porque não consegui! Porque eu tentei dar uma ajudinha e assistir por assistir. Mas não deu. Se alguém tiver aqui alguma opinião a favor que me faça voltar a vê-lo que fale agora ou se cale para sempre.

Foi de muito mal gosto a ideia do escritor egocêntrico (Kang Ji Hwan aka Lee Jin Soo), que se diverte às custas da retardada personagem principal. Senti uma imensa vergonha alheia e ainda ando me certificando de nunca conhecer um escritor na vida. Foi o trauma. Será um drama.

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Não gostei da Eun Young (Park Si Yeon). E também não dei risada com o inconveniente Han Ji Won (Jung Woong In). Pode ser talvez porque esses personagens tivessem personalidades com as quais eu não me atraio, pode ser porque me lembre pessoas detestáveis que já tive a oportunidade graciosa de conhecer.

Talvez eu tenha me frustrado com esse k drama porque é simplesmente uma quebra de paradigma com relação à personagem principal. Toda personagem principal tem atributos louváveis, como talento, inteligência, honra, orgulho, dignidade, honestidade e tudo com ade. Mas a nossa querida Seung Yeon… É tudo isso, só que não.

Quebrou tanto o paradigma que ainda estou precisando consertá-lo após este ligeiro trauma. Isso pode ser uma coisa boa já que vemos sempre dramas que são tão parecidos e às vezes repetem a mesma trama…Não estou tentando rimar, nem fazer drama.

Mais ou menos, a história é a seguinte: Kang Ji Hwan é o escritor excêntrico chamado Jin Soo Lee, que trabalha para Eun Young (que gosta dele), mas não entende seu lado estranho. O ex-noivo de Eun Young volta no 2° episódio (salvo erro).

Soo Lee é idiota o suficiente para querer lápis apontados por ele mesmo e gosta do gosto do café que ele mesmo faz. Ele é perfeito, pensando nele mesmo, escrevendo para ele mesmo, trabalhando para ele mesmo da maneira como convém a ele mesmo. Ele não gosta de celular, não gosta de barulho enquanto trabalha… E quem tem que aguentar tudo isso? Isso mesmo, a secretária.

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Mas Soo Lee tem que pagar uma quantia em dinheiro para um amigo (nome não importa, ele nem é importante), que é amigo também de Seung Yeon. Esse amigo sabe que Seung Yeon não tem trabalho e nem sabe fazer nada e, como gosta dela, quer ajudá-la. Então ele têm a brilhante ideia de pedir para Soo Lee contratar a Seung Yeon como secretária e dar à ela a quantia em dinheiro em forma de pagamento. Ela que não sabe nada e ele que é tão exigente… imaginem. Ele vai gostar de se divertir às custas dela, o que acontece é que Seung Yeon descobre e pede demissão.

Depois ela pede para voltar. Na verdade, creio fielmente que ela deveria mesmo é para ter pedido pra sair. Pede pra sair. Ela disse a ele que queria ser uma boa secretária e que queria que ele a tornasse profissional. Ele deu risada na cara dela. É nessas alturas da vida que eu percebo que quando estamos ferrados na vida, com azar em tudo que fazemos, com uma eterna Lei de Murphy no nosso encalço é que a probabilidade de entrarmos pessoas nas mesmas circunstâncias que a nossa e que irão atrapalhar mais ainda a nossa vida, é realmente muito grande.

A Seung Yeon já era toda ferrada daí ela encontrou um louco, Soo Lee. Também constato aqui que quando uma pessoa é muito perfeita em tudo a atração dela simplesmente é despertada por aquelas que não são perfeitas em nada. Talvez seja o caso, de Soo Lee com Seung Yeon, de (em Baby Faced Beauty) Ji Seung Il se interessar por Lee So Young.

Nas presentes considerações do drama e desse post, estou disposta a mudar de opinião quando conseguir terminar de ver, mas não prometo. (Há tantos melhores) Talvez aqui seja uma espécie de propaganda reversa, porque vocês sem dúvida se interessarão a respeito e procurarão ver com seus próprios olhos e a procurar uma opinião diferente da minha.

“Mas como ela não gostou de um k drama?” Sim, foi o primeiro que não gostei e por isso o post. (Até os ruins merecem posts, porque as pessoas baixam aleatoriamente e precisam de informações a respeito) Talvez alguns gostem, outros assistam por assistir, mas realmente não me chama atenção nem para continuar a baixar. É isso.

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

 

Lie to me (K-drama)

Lie to me foi muito falado, e por aí é muito famoso. Eu achei um drama bom. Eu gostei medianamente. Os atores são bons e os personagens também, o drama seria perfeito se não tivessem prolongado sem sentido (que valha a pena ver) depois do episódio 13. Poderia ter tido um belo final ali. ALI.

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De repente depois desse episódio a mocinha simplesmente que “precisa encontrar algo que perdeu e não sabe o quê” pra mim, ela não ficou loucamente apaixonada por ele. Não tem outra explicação. Foram 3 episódios inteiros de enrolação. Encontrar o quê? Perdeu o quê? PERAÌ, pára tudo que a mocinha perdeu alguma coisa, mas não sabe o quê. Eu até hoje não sei que o ela perdeu. Eu perdi alguma coisa?

Estou até agora sem saber. Alguém aí sabe? LIE TO ME, que eu gosto!

Lie to me é aquele drama que resolveu agrupar todos os macetes de cena que já conhecemos. Com direito a: levar mocinha bêbada nas costas, fazer contrato de relacionamento. Mocinha (Gong Ah Jung – Yoon Eun Hye) bebe muito, perde a consciência e conhece cara maravilhoso (Hyun Ki Joon – Kang Ji Hwan) que é gentil e generoso o suficiente para levá-la ao hospital, pagar a conta do hospital e ficar com ela até que ela acorde. Isso me lembra uma coisa… OH WAIT. Secret garden version 2.0 .

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E daí, a mocinha era apaixonada por um carinha (Ryu Seung Soo aka Chun Jae Bum) que se casou com sua amiga, por ela não ter tido coragem de confessar. Por causa desse carinha ela resolveu ser funcionária pública.

A amiga dela (Hong Soo Hyun aka Yoo So Ran), fura olho e invejosa, daquelas que fazem comentários para te machucar e ofender, vivia menosprezando a nossa mocinha, porque ainda não tinha se casado e todas as outras amigas já tinham. Com os contratempos entre ela (Ah Jung) e o cara maravilhoso, ela se aproveita da situação e resolve mentir para as amigas dizendo que se casou com ele.

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Nisso, o cara maravilhoso é todo certinho e é dono e administrador de um hotel. É um mega businessman. A imagem dele é pública e todo mundo conhece e especula a respeito. Daí, uma mentirinha vira uma mentira sem tamanho. Até que eles resolvem juntos fazer um contrato de como prosseguiriam com a mentira.

Depois de um certo tempo eles já têm um relacionamento praticamente sério, e achei tão lindo quando eles descrevem o parceiro ideal e depois ambos tentam se adequar. s2 (ésse dois), ponto também para a cena da coca-cola (que seja, era um refrigerante) e aí eles se jogam coca-cola e se beijam loucamente molhados e etc. Aqui, eu gostaria de acrescentar o ditado twittês que diz “joga batata palha que melhora”. SE MELHORA HEIN.

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Mas reaparece a ex-do nosso cara maravilhoso (Jo Yoon Hee aka Oh Yoon Joo) depois de 3 anos (eles tinham terminado porque o irmão dele (Sung Joon aka Hyun Sang Hee) também gostava da namorada e não queria que eles casassem) e quer voltar com ele.

O nosso mocinho realmente não sabe o que fazer. Perde-se em lembranças e às vezes não sabe o que realmente está sentindo e tenta até voltar com ela. Assim, temos uma bonita parte em que a ex-namorada tem que esquecer o ex e seguir em frente. Essa foi a melhor personagem de ex-namorada que volta para estragar tudo que eu vi. Não porque ela tentou muito, ou realmente estragou. Mas quando ela percebeu que perdeu, playboy ela tentou deixá-lo ir.

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Foi o sentimento que mais me tocou no drama. Porque determinar que se pode deixar ir é um exemplo de coragem e determinação sem tamanho. Depois disso, nós temos cenas boas porque o cara maravilhoso percebe que está apaixonado pela mocinha e resolve conquistá-la. Com direito a jantar romântico à luz de velas, roupa de cinderela e música ao vivo.

Quem deixaria escapar um desse? Então se gostaram por já ter aquela convivência de “casadinhos” e percebam, as pessoas se apaixonam realmente não por aquelas que tem uma atração física fenomenal, mas quando se adequam uma à outra. O irmão do cara maravilhoso conheceu a nossa mocinha também, de outra forma, e adivinhem, também se apaixonou por ela… O final dele e da ex-namorada do cara maravilhoso é… Isso mesmo, nenhum.

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Enfim. Foi um bom drama até que a mocinha precisasse encontrar algo que perdeu, mas não sabe o quê. Seria legal se ela encontrasse mais rápido o que ela perdeu, seria ótimo se ela pelo menos soubesse o que perdeu. Seria maravilhoso se ela não tivesse perdido nada, seria fabuloso se ela realmente soubesse o que perdeu. Seria estupendo se ela não precisasse encontrar o que perdeu e não precisasse saber o quê. LIE TO ME, please.

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

2. Boys Before Flowers (K-drama)

Eu aposto que se eu perguntasse para a maioria dos fissurados em k dramas qual é o seu k drama favorito ou até qual é o primeiro k drama que se aventurou a assistir seria a resposta: BBF isso mesmo Baby Faced Beauty. Porque se mudássemos o nome do k drama que diferença faria? Acho sinceramente que BFB combina mais com as nossas 4 florzinhas, vocês não acham?

Perguntar quem assistiu Boys Before Flowers é a mesma coisa de perguntar quem viu Naruto ou quem leu Nana. Perguntar para um leigo em k drama ‘Mas você não sabe o que é um k drama?” com uma entonação desdenhosa é ouvir a resposta: “Ah, aquilo lá… Como é mesmo o nome? Garotos e Flores, um negócio assim”. Quero dizer, todo mundo já ouviu falar a respeito.

E para não cairmos na mesmice de ‘Lee Min Ho é lindo, todos os 4F são lindos, eu daria pra todos eles’. Vamos fingir que somos sérios por um momento e dizer que não pensamos nisso e que não foi por isso que fizemos um post a respeito disso, porque se realmente fosse por isso, todos nós falaríamos disso, sem parar de mencionar isso e continuar só falando disso. (Creio que tenha ficado claro como a pele linda do Kim Hyun Joong)

Bom. Confesso que vi o anime de Hana Yori Dango, e procurei olive action japonês  que apreciei muito e li boa parte do mangá (mas confesso que parei por não curtir muito ler no PC) etc. Daí me disseram que já tinha a versão coreana e eu estava perdendo por não ver etc. Então corri e baixei. Ajoelhei e morri.

Como poderia ser um drama tão lindo, como Lee Min Ho poderia ser tão lindo, como a atriz principal poderia ter se adequado tanto ao papel? Como nos últimos episódios eu quase chorei de raiva por estar chegando ao fim e como eu poderia ter chegado a esse estado tão idêntico das fãs frenéticas do restart que ficaram na fila de ingressos para um shows durante horas e quando viram já tinha se esgotado? U ó ti quêeee? Foi após esse momento que jurei de pés juntinhos que nunca mais falaria mal de um fã lunático e completamente retardado de uma banda que nunca foi tudo isso.

boys before flowers

Mas agora BBF era tudo isso. Pra você que acordou agora, sim, nós não estamos nos referindo ao BBB ou a qualquer coisa de BFF (best friends forever).
PORQUE OS BOYS BEFORES FLOWERS SERÃO MEUS BEST FRIENDS FOREVER AH ISSO ELES SERÃO.

Tudo bem. Na primeira vez que vi Hana Yori Dango eu não gostei das adaptacões do dorama em relação ao manga e ao anime. Às vezes eu acho que as coisas deveriam ser mais fiéis umas às outras. Como você com a sua presilha de cabelo, como você com a sua escova de dentes, como você com seu perfume, como você e o seu pijama, como você e o seu cachorro. Só que não. Não é sempre que isso acontece (serem fiéis é claro). Perde em qualidade no quesito beleza da obra em si, quero dizer o que o roteirista tinha a nos passar como uma história e fundamento. Perde-se partículas da história, então perde a real sonoridade do fundamento, entendem?

Mas perdeu apenas detalhes simplórios, o que não prejudicou em nada. Houve apenas mudanças de lugares ambientes e diferenças na colocação das cenas, que antecipava coisas e mudava a ordem cronológica. Sim, são pequenos detalhes e estou reclamando por isso. Sou otária? (Ia fazer aquela piada pronta com otakus, mas ACHO MELHOR NÃO)

Um comentário a respeito de Boys Before Flowers que não esqueço e é um muito peculiar aka O MELHOR QUE OUVI NA MINHA CURTA EXISTÊNCIA TERRENA. E não poderia deixar isso passar aqui. Tenho que registrar. Outra vez, saindo de viagem, com minha mãe sentada ao meu lado, eu estava vendo um episódio de BBF no celular. Minha mãe entediada de só olhar a paisagem resolveu querer assistir comigo.

Tudo bem, então contei parte da trama e em que parte estava. E comentário que seguiu foi o seguinte: “Ah, isso é como malhação”.AH ISSO É COMO MALHAÇÃO. MALHAÇÃO. MALHAÇÃO. MALHAÇÃO.

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Prefiro enfaticamente NÃO COMENTAR a respeito. Deixo vocês com seus julgamentos.

Vocês precisam mesmo de descrição formal da história? Posso dividir esse post em várias partes e obrigarem vocês a voltarem novamente? Devo continuar?

(Com certeza farei outro post a respeito)

“Ó e agora? O que Jessica Jung acha disso?”

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Sanggojae

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É difícil pensarmos em um projeto a ser feito sem ter uma ideia em mente, algo que nos sirva como inspiração ou objetivo, elemento principal ou ponto de partida. Na verdade o objetivo é a ideia filosófica a qual criamos para ter como base o nosso partido arquitetônico e então começarmos a pensar na disposição dos espaços e no volume, forma que expressa e sintetiza a nossa ideia filosófica.

Estava pensando em começar o texto de maneira simples, mas acabo de concluir o primeiro parágrafo como um professor de projeto iniciando as orientações aos seus alunos nos projetos.

É que aprendemos de um jeito complicado, difícil de suavizar as ideias para um leigo do assunto ou dizer simplesmente o que é arquitetura e no que ela se baseia.

Sanggojae é a inspiração de um roteirista que baseou o seu k drama Personal Taste com um pano de fundo no mundo da arquitetura. É a casa projetada por um arquiteto famoso que é tida como inspiração para um jovem arquiteto se lançar na concorrência de um concurso de arquitetura.

Sanggojae

“Sanggojae é um pequeno universo para que uma família tenha seus sonhos” esse seria o objetivo do projeto da casa, seu partido arquitetônico é a fusão da casa tradicional coreana com o moderno e uma ênfase no espaço interno de convivência, o jardim. É nesse local que os personagens principais mais convivem, têm momentos românticos e sonham.

enterooms.wordpress.com
enterooms.wordpress.com

Foi então que, em um belo roteiro, eu pude ver a importância da arquitetura de maneira simples, traduzida em momentos de convivência e conforto. A arquitetura estava presente ali como personagem, para colocar em discussão a supremacia das grandes construtoras ou dos grandes nomes em concursos, a concorrência, a falta de tempo e as preocupações do mundo da arquitetura.

O mundo da arquitetura me pareceu um ring de vale tudo, com as influências, os conflitos, as trapaças, como um mundo profissional tão intenso que consome a vida social e faz com que nos esqueçamos completamente dela.

Como fazer arquitetura e não dar tudo de si? Eu só então senti porque recorri à arquitetura, eu vi que o que eu gostava era de habitar. A casa, o lar, não é um elemento separado da sua vida, ela é parte de você. Simplesmente deitar no sofá e poder ver da janela o sol se pondo, sentar em um banco de madeira em uma varanda com um livro ou apenas deitar na cama com sono depois de um dia exaustivo. Tudo isso é confortável, e esse conforto é o que proporciona a arquitetura.

Hoje eu sei que o que gosto mesmo é de conforto. Daqueles lugares que podem ser chamados de Sanggojae.

“Ó e agora? O que Jessica Jung acha disso?”

1. The greatest love (K-drama)

The Greatest Love foi o primeiro k drama que vi, e assim, me apaixonei logo de cara. Sim, realmente, como vocês percebem demorei muito tempo para descobrir esse vício tenso que é assistir k drama. A minha teoria é que depois que você assiste um, você automaticamente está habilitado para assistir todos. Depois que você entra no mundo dos k dramas, amigão, sinto informar, NÃO TEM VOLTA.

E daí, depois de um tempo você que só assistia Bleach e lia Paradise Kiss começa a necessitar de drogas mais pesadas e passa para k dramas, tw dramas, J movie, até chegar ao momento em que seu IPod só tem músicas OST e você aguarda ansiosíssima alguém postar o último MBC Korean Music Festival.

Sim. Este momento chega. Chega também o momento em que você não quer somente se entupir com coisas asiáticas sozinho, mas você precisa necessariamente: seguir blogs do gênero, participar ativamente de fóruns, comentar aleatoriamente em sites, fazer parte de Fansubs, brigar escandalosamente em Cbox nos sites e a melhor parte, ter um blog só seu para você criticar e comentar à vontade sobre os últimos lançamentos e sobre as drogas mais pesadas que você já teve coragem de tomar. QUEM NUNCA.

É isso mesmo, e no meu caso, eu já estou em estado crônico. Acredite, já até pesquisei cursos de coreano em São Paulo e também como montar a minha loja virtual de roupas cosplay.

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Então, The greatest Love me fez ficar empolgadíssima com o nosso querido e gostoso Cha Seung Won que esbanja carisma e talento, que me foi apresentado por uma amiga (N. Baliero) e nunca mais, repito, nunca mais consegui me desvencilhar desse mundo. Acredito que neste mundo devo dar um conselho aqueles que entraram de gaiato no navio e não sabem nem o que estão fazendo aqui, isso mesmo, CORRÃO.

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A atriz principal (Gong Hyo Jin) não é muito bonita se comparada com outras atrizes coreanas. Mas devemos tirar o chapéu porque (foi o drama mais humorado que já vi até agora) fazer comédia não é para qualquer um. Cha Seung Won nos mostra que não é só um corpão de ator vilão gostoso só não. Mas que também traz o seu lado divertido e descontraído que ainda não encontrei igual em outro ator coreano. Sim, NENHUM ATOR COREANO SE IGUALA A CHA SEUNG WON. É por isso, exatamente por isso que ele é tão famoso na Coréia etc, etc, etc.

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Não estamos julgando a beleza, amigas. Porque vocês sabem, assim como eu, que tem muito ator coreano gatíssimo mesmo com carinha de bebê e tudo. Resumindo, Cha Seung Won é o melhor ator ever. Tudo bem, tiraremos o chapéu para Hyun Bin que é um ator fenomenal e o apreciaremos melhor em posts como Secret Garden, My name is Kim Sam Soon. Mas a minha opinião continua.

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Comecei com esses posts porque sempre que terminava um k drama e queria começar outro me perguntava “Qual?” e não tinha nenhum lugar que fizesse uma crítica mais consistente ou então uma sinopse que realmente fosse um spoiler do caramba. Fazer o quê, sou uma spoiler. Minto, temos dois ou três lugares legais para dar uma olhada como Divaneandoo, Aleatory Universe, Blog Asian Team, Yo Nihon, o centrado e famoso Chuva de Nanquim com animes e mangás e também no mesmo ramo, a minha inspiração diária: Mais de oito mil.

The Greatest Love tem como pano de fundo o mundo das celebridades. Cha Seung Won aka Dokko Jin, é um grande ator e muito famoso, assim como ele mesmo, mas foi operado do coração e usa um relógio de pulso que controla os batimentos cardíacos.

Gong Hyo Jin  aka Goo Ae Jung foi uma cantora de um grupo musical de garotas que são tão comuns no Japão e na Coréia, mas que ela perdeu a sua popularidade devido a vários escândalos e se tornou facilmente uma zé ninguém levando a culpa do fim do grupo. O drama começa com o transplante de coração e o médico de Dokko Jin escutando o single do grupo musical de Ae Jung, o  National Treasure Girls.

Goo Ae Jung está na batalha para conseguir sustentar toda aquela cambada que é a sua família, o pai, o irmão e o filho do irmão. Assim, em meio a percalços Ae Jung conhece Dokko Jin e uma série de mal entendidos acontece os tornando próximos. Daí é um show de discussões e cenas divertidas entre os dois até que Dokko Jin percebe que seu coração bate mais forte quando a vê. Ele pergunta para sua produtora “Mas o que é isso?” E essa cena é uma que marca realmente o drama.

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Simplesmente porque ela é um ponto de virada. Agora que Dokko Jin desconfia que gosta dela, as coisas ficam mais legais porque romance romance é agora. É como aquela parte em que o Mr. Darcy se declara para Elizabeth Bennet no livro Orgulho e Preconceito e só então você começa a devorar o livro.

Acontecem tramas paralelas como um triângulo amoroso entre Dokko Jin, Ae JUng e  Yoon Pil Joo (Yoon Kye Sang), Pil Joo é um médico que gosta de medicina alternativa e que contracena com Ae Jung no programa “Formando Casais”, programa esse que é apresentado e editorado por  Kang Se Ri (Yoo In Na) também ex integrante do National Treasure Girls, ex namorada de Dokko Jin e que agora está in love por Pil Joo. Ela tenta em vão ser uma espécie “vilã”, mas que acaba nem chegando perto disso. Muito embora eu acho que isso se deva ao fato do escritor querer deixar o roteiro menos dramático e com mais ênfase na comicidade.

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Dokko Jin tem um lado arrogante, chato e generoso com quem ama e irresistível como personagem a ser amado. SERIA MUITO MAINSTREAM EU DIZER QUE DOKKO JIN MERECE SER CONSIDERADO CULT, GLR? POSSO DIZER QUE DOKKO JIN É NOSSO MR. DARCY COREANO, POSSO, POSSO?

O coração de Dokko Jin bate forte sempre que escuta o single do National Treasure Girls por ser a música tocada durante o seu transplante. No mínimo uma ideia inusitada e criativa do roteirista para manipular uma conexão entre os personagens principais. Também tem outras ideias como a batata que Dokko Jin cultiva em sua casa como símbolo do amor entre eles.

Enfim. Ding Dong merece ser comentado. Goo Hyung Kyu (Yang Han Yeol) é apelidado de Ding Dong pelo Dok Go Jin. Ele é o sobrinho de Ae Jung. “Ding Dong” ao longo do drama acaba virando um bordão. Por que quando alguém acerta uma resposta que você fez, você grita “Ding Dong”, quando alguém te pergunta “Nossa mas você está falando com ironia” você responde: Ding Dong! Aquele awkward momento quando a professora te acorda na aula dela e te pergunta “Mas você estava dormindo?!?” Você responde: Ding Dong! E é isso que esse k drama tem de bom, ele não te proporcionou apenas momentos de entretenimento, mas também te apresentou um estilo de vida. Ding Dong!

E esse foi um k drama sem mocinho levando nas costas a mocinha, sem mocinha se embebedando e sendo levada nas costas, sem mocinho passando por aquele draminha pessoal de não poder dizer que gosta da mocinha, sem mocinho ir morar com a mocinha sem ninguém saber, sem contrato sobre a relação entre eles, sem darem custos aleatórios sobre “você tocou no meu ombro, 10 reais”. Com um roteiro criativo e bem humorado que te conduz até o final da trama sem você sentir aquela vontade de parar no meio e ir embora e nunca mais voltar como outros por aí. Uma salva de palmas.

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

Ding Dong.