8. Athena: Goddess of War (K-drama)

Uma coisa que torna o drama Athena: Goddess of War imperdível é a presença de Cha Seung Won (de The greatest love comentado aqui) que interpreta um vilão com H maiúsculo. Ele que, como todo vilão que se preze em livros, histórias em quadrinhos, podemos lembrar dos motivos (que também movem até os super-heróis como Batman na na na) que é, aquela balela grande psicodramática da vida difícil e cheia de traumas que o atual vilã/herói já teve no passado. O passado é sempre a grande desculpa, quem nunca?

Eu gostei pra caramba da análise que acabei encontrando na net (na época em que estava assistindo o k drama) que encontrei no Blablabla Aleatório: aqui. Assim mesmo, como assisti, deixa eu falar SOLTA O MEU BRAÇO.

Esse drama me prendeu fortemente desde o começo. Você, que é drameira implacável, até se pergunta porque não mudar de tema e ver ação. Ação é legal porque você fica preso ao drama, acontecimento após acontecimento esperando o que vai acontecer. Redundante? Abundante? Retumbante? (Acontece que você estaria menos preso se não acontecesse e talvez nada aconteceria ou provavelmente nada acontecerá).

A grande questão é que: Redação Minhas Férias, primeira linha: “Ação é legal“, não é nada argumentativo. Ação é instigante, é vital, é carga de adrenalina, é tensão. E o roteiro proporcionou isso de maneira muito hábil. Ele nos deu o Dr. Kim como alvo e agregador de um conhecimento (não vou dizer qual, senão, não tem graça) que os Agentes Especiais (NTS – esqueci o nome) da Coréia do Sul têm que proteger de atentados terroristas e a “Athena”, grupo de terroristas, liderados por Son Hyuk (Cha Seung Won), tem como objetivo, até um pouco mais da metade do drama, sequestrar.

O Dr. Kim é o que move a história, que te prende a história. MAS, no episódio 12 (salvo erro 11) o nosso Dr. Kim, que todos estavam tentando proteger e sequestrar, morre. MORRE. M-O-R-R-E. M-O-R-R-E! Eu desanimei profundamente em ter acompanhado com tanta ansiedade a correria com o Dr. Kim e toda aquela história, para vê-lo, nesse episódio, morrer idiotamente. I-D-I-O-T-A-M-E-N-T-E. Fica claro, nos capítulos seguintes que a história perde o rumo e fica vagando com as tramas paralelas sem graça e  totalmente sem objetivo.

Aquele romance idiota e desnecessário pelo mocinho tanto bobinho quanto tontinho e um pouco chatinho, Lee Jung Woo (Jung Woo Sung) que seria tão fodão se não tivesse amor nenhum… Pois é. Yoon Hye In (Soo Ae) foi a “vilã” que acabou com ele da forma mais apropriada para uma mulher: fez ele se apaixonar. HAHAHA Soo Ae muda de time na metade da história e você fica pensando “Ah, que desgraça”

Han Jae Hee (Lee Ji Ah) é outra bobona que é ex de Jung Woo e tem aquela quedinha básica por Son Hyuk, mas também um moralismo idiota, que não foi uma personagem que se jogou muito na história, eu diria que ela praticamente não sabe dançar hula hula e nem tem senso de humor ou até, desceu pro play e não soube jogar. Choi Si Won faz aquela participação tipo “Oi estou aqui” “Oi sou bonito”, assim como SHINee, BoA e Yoshihiro Akiyama (Sim).

Kim Ki Soo (Kim Min Jong) deixou a sua marca na história, como um parceiro de Jun Woo, que tem uma jogatina clandestina e que faz aquele papel maravilhoso de “Oi sou idiota não me levem a sério”, mas na verdade “Olha, estou passando a perna em vocês seus otários”. Ele foi um amor pra recordar.

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Vale a pena assistir pelas cenas de ação. Pelas reviravoltas e tensões. Mas o final não é lá essas coisas. É “esperado”. É para o conformismo de todos sem toques de ousadia.

Esse drama é uma “continuação” de IRIS, que está no mesmo patamar, etc, etc, etc. Eu não assisti IRIS e sei lá se pretendo, também não boiei nesse drama, recomendo.

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

(Onde até BoA foi citada?)

7. Protect the boss (K-drama)

Protect the boss é aquele drama que você pode facilmente deixá-lo para o final da fila, você pode muito bem ir assistir Sessão da Tarde, você pode ir jogar uno, você passear com seu cachorro, você tem o livre arbítrio, o poder de escolha. Mas você também pode assisti-lo para passar o tempo ou simplesmente entrar na sua lista de k dramas.

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Assim como as nossas comparações são demasiadas, deixemos a ideia de fazê-las de lado, por enquanto. Protect the boss nada mais é do que um drama secundário, que também não tem aquele amor apaixonado que todos nós esperamos em um drama. Você percebe que é uma tentativa errônea de um romance em querer imitar mais a realidade do que nos trazer aquele sonho de amor que queremos ver ansiosos.

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Se você quer ver um romance que se aproxime mais com a realidade de relacionamentos, veja a novela das 8 da Globo, sério. É aquele tipo de relacionamento tão sem graça que toda a atenção fica voltada às brigas da atriz principal com a vilã ou a dos triângulos amorosos, onde você é que tem imaginar que eles se amam só porque estão juntos. Mas aquilo que nós queremos ver em um drama, que é como o amor se desenvolve, isso nós não temos nem na novela das 8 nem nesse drama.

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A atriz principal Choi Kang Hee interpreta No Eun Seol é uma ex encrenqueira, que sabe lutar e não tem experiência alguma no currículo. Ela tenta arranjar um emprego sério. Então ela conhece o Cha Moo Won (Hero Jaejoong) que tenta dar uma chance a ela como secretária do Cha Ji Heon (Ji Sung), que é irresponsável, não gosta de trabalhar e não se preocupar com nada.

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Eu tenho que dizer que achei nosso Ji Heon, um amor. Porque ele tem aversão a falar em público devido a um trauma (esqueci o nome da doença) e No Eun Seol vai tentar ajudá-lo. Ele é o frágil e ela a forte. Essa combinação é interessante de se ver porque é diferente e temos uma identificação imediata com o nosso querido Ji Heon. Todas nós queremos protegê-lo e mimá-lo como um instinto.

Mas, como já disse, de repente ele descobre que gosta da cabelo de cocô (é assim que ele a chama) e não tem tanta graça porque já gosta dela e você nem percebeu o amor começar direito. O primo dele também se interessa pela Eun Seol e as partes mais engraçadas ficam com as disputas dos dois por ela. Com direito a briga em um restaurante de puxar os cabelos.

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Ambos também anteriormente gostavam da Seo Na Yoon (Wang Ji Hye) que tinha ido aos EUA e volta no início da trama (também) e ora tenta reconquistar Ji Heon e ora Moo Won Ela e Eun Seol também brigam de puxar os cabelos… Acho que está virando moda galera, arranjem alguém para puxarem os cabelos vocês também! Será divertido! Vire para o seu namorado e diga, vamos beber para que você possa me carregar bêbada, vamos lá. (Imagine se a moda pega no Brasil rs) Na verdade, só há aquela cena em que todos ficam bêbados e só a principal tem que cuidar de todos. (é boa)

A Ji Hye que tem até boa atuação (ainda não a vi como principal, ela já fez alguma coisa como principal?) é muito boba para ser vilã e muito inocente para não gostar e não ser amiga de Eun Seol. Esse foi um rumo novo para o “quarteto amoroso” coreano, em que, sempre “a outra” é a que tenta estragar as coisas.

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Como vocês podem ver temos poucos conflitos ao longo da história o que a deixou um pouco maçante. Temos a empresa do pai de Ji Heon como plano de fundo, e as disputas por quem vai conseguir a presidência movimentam a história, mas no final com a lavagem de dinheiro do pai de Ji Heon sendo descoberta e as tramoias das mães de Moo Won e Na Yoon torna-se uma lenga lenga que tive que parar o drama e ficar sem vê-lo por algum tempo.

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Se você ficar (assim como eu) em abstinência de internet e k drama por um tempo, você conseguirá terminá-lo, se não: fighting! O fim não é dos melhores, o casal principal começa a brigar e acabam terminam, ele a abandona por 3 meses e então volta. É meio ridículo você aceitar de volta quem te abandonou por meses e volta com desculpinhas e tudo bem, será que não págoa, é tão fácil perdoar, esquecer, fingir que nada aconteceu?

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Só eu achei triste só ter um beijinho de nada do Moo Won e da Na Yoon? Eu até agora estou esperando pelo beijo deles. A atuação do Jaejoong é boa, preciso dizer que ele é uma gracinha? Que ele pode vim cantar na minha casa e cozinhar pra mim e tudo mais que ele quiser?

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Resumindo, não morri de rir nem morri de amores pelo drama. Mal consegui terminar de ver. Talvez seja até menos que Lie to me ou até esteja no mesmo patamar, não sei. Eu não suspirei ao ver o drama logo… poderia ter sido melhor explorado, pois tinha potencial para isso, os personagens principais tinham até uma química legal, mas faltou emoção!

Você pode sempre comer aveia com frutas ou sorvete com cauda de chocolate, e a escolha será sempre sua.

Acredito que Jessica Jung tenha gostado da presença ilustríssima de Jaejoong neste post, não é mesmo?

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

1. He was cool (K-movie)

Fala galera! Como segunda-feira é aquele dia que não faz bem para pele, estive colocando pepinos no meu rostinho de bebê e por isso não postei. Sorry, guys.

 

Quando eu terminei de ver He was cool eu imediatamente me perguntei: “Nossa, mas por que mesmo eu sentia vergonha do cinema brasileiro?” Você percebe que você não precisa de um filme nacional bom para rever seus conceitos a respeito, mas sim assistir um filme ruim estrangeiro.

Uma contra dica seriam os filmes argentinos, porque senão depois de vê-los você se jogaria da janela por ser brasileiro. Sorte a nossa que preferimos os coreanos que são como comer em um restaurante à la carte.

 

Mas desse prato aqui eu nunca tinha provado, não. Como falei no início eu revi os conceitos da culinária brasileira e no quesito produção até que ela esteja bem. O cinema brasileiro perde quando tenta imitar os de fora e propõe ora histórias que só exploram a violência ora exploram os traumas psicológicos dos pobres, necessitados, excluídos, abandonados, marginalizados… Ele perde porque não tem nenhuma ousadia sequer em criar algo novo, uma ideia de filmar e escrever uma história que transmita mais uma raiz própria, a cultura nossa.

He was cool, já bem sei, era um esboço de k drama apenas com a história principal, necessitaria encorpar a história com personagens secundários e traminhas paralelas e pronto, k drama was completed.he was cool

Só que não. Se você googlar He was cool a toda poderosa wikipédia nos diz que essa é uma adaptação do romance de Guiyeoni. E se você quiser um spoiler bem feito é lá também que você pode ir.

He was cool traz uma história engraçadinha de adolescentes no colegial, em que o principal é o Ji Eun-Sung (Song Seung Hun), um garoto metido a valentão que esconde um lado meigo e zeloso e aquele passado de vida/família difícil bla bla e bla. Ele quer ter uma namorada, como todos os garotos nessa idade “pô meu, todos têm namorada só eu não”.

 

Ele conhece a Han Ye-Won (Jung Da Bin), que tentando fugir dele acaba caindo em cima dele e o beijando. Nisso, o nosso valentão nunca tinha sido beijado e diz a ela que se responsabilize por isso, que eles agora vão começar a sair, se casar.

Ela, no início, não gosta da ideia e também o acha estranho, mas como eles começam a sair e ela começa a conhecê-lo, ela passa de alguma forma a entender suas “estranhezas”. (Isso me lembra quando Makino começa a sair com Doumyouji).

He was cool

É um filme meiguinho que você pode assistí-lo comendo pipoca com o namorado e dizer: “oh, lembra de quando a gente começou a namorar?” você também poderá não prestar atenção nenhuma ao filme, porque eu já contei em duas linhas o principal.

Eu achei que o filme fala sobre mal-entendidos gerados com a falta de comunicação, nota-se que o ator principal fala muito pouco e acabava dando brigas entre o casal facilmente, também tem a intromissão de terceiros no relacionamento dos dois.

He was cool

Acontece de tal maneira que os dois terminam, tanta pela principal ainda ser imatura quanto pelas confusões e brigas do valentão. Até que, ELE TAMBÉM, vai embora por anos (não me lembro se 1) e depois volta para o desfecho, como ela antes tinha sonhado como garota romântica e etc. Mas o romântico foi ele que voltou depois de tanto tempo, beijos.

Palmas para o final. Quando ela está fazendo uma prova e ouve a citação de Romeu e Julieta e a esperança dela de eles se reverem no primeiro dia de primavera (é primeira?/ outono?/ inverno?) com aquela famosa cena da espera dele, no parque em frente à cabine telefônica… Ela como não o vê, pensa que ele não veio. Mas ela se vira e vê o coelho ela deu para Eun-Sung. Ela olha para cima e Eun-Sung está lá. Ela grita com ele dizendo: “Por que você deixou sem dizer adeus?” E Eun-Sung respondeu: “O verdadeiro amor não requer palavras.”

He was cool

O filme termina com a memória Eun Sung de infância de algum evento de abertura de uma escola primária, onde a única criança que iria beijá-lo foi Ye-Won. Sugerindo a ligação entre os dois, quando ele assiste a um vídeo que ela fez dela em seu quarto e tem uma foto dela quando criança.

he was cool

A história não foi nada mal, a produção não tão boa e não pareceu em nada com um filme. É como se de repente a Globo resolvesse fazer um compilation de O clone (algo que nunca imaginamos). A minha crítica talvez seja que um filme que tivesse características diferentes de uma série ou novela, mas eu não vi Crepúsculo e talvez não possa falar a respeito de adaptações de livros ruins. A história, apesar de ter pouco tempo, sempre se apresenta de maneira mais elaborada e instigante para o público, é sempre para se deixar um quê de questionamento…

Eu gostei de He was cool, mas realmente posso chamá-lo de filme? Este é o seu melhor? E com esse final brisa louca?

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Olha tem mangá francês: Scan Manga

6. My name is Kim Sam Soon (K-drama)

As pessoas me perguntavam se eu conhecia Kim Sam Soon. Sei lá, quero dizer, eu conhecia. My name is Kim Sam Soon é aquele drama que você não poderia deixar de assistir. Não ver é como não ter visto Armagedon ou Romeu e Julieta. É simplesmente não saber que a primeira regra do Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta.

My name is Kim Sam Soon é o nosso cultuado dorama assim como Naruto, Bleach, One Piece para os que gostam de shounen e Hana Yori Dango, Karekano (shoujo) e outros tantos animes aclamados que sabemos muito bem. Sabemos também que a segunda regra sobre o Clube da Luta é não falar sobre o Clube da Luta, e como estamos usando de tantas comparações eu já vi quem comparasse Paranoia Agent com o Clube da Luta.

My name is Kim Sam Soon

Mas, como vocês realmente preferem achar que a louca por comparações nada a ver sou eu, tudo bem. Você não deve comparar um estilo de vida ou uma história, você não deve comparar um terrorismo poético com uma missão suicida, você não deve comparar o caos teórico com a Loira do banheiro ou simplesmente, quando alguém gritar “pára!”, sinalizar ou desmaiar, a luta acaba.

Não fui eu quem começou com a ideia de comparar My name is Kim Sam Soon com Bridget Jones, mas talvez eu possa dizer que são somente duas pessoas por luta. Quando eu li Bridget Jones, o livro me contorceu o estômago, eram risadas tiradas de quem sabia fazer você rir. Kim Sam Soon não tem a idiotice vital da personagem Bridget Jones. Sam Soon tem outros adjetivos, tem um caráter forte e um espírito não tão voltado para o humor, mas para a determinação.

My name is Kim Sam Soon

Quem leu Bridget Jones sabe que o primeiro livro é melhor que o segundo e que Bridget Jones não tem nada a ver com Sam Soon, assim como você sabe que uma luta de cada vez. Você não imagina um menino de boné com um taco de beisebol e de patins enquanto você sabe que é sem camisa e sem sapatos.

A melhor parte de Bridget Jones falando de amor é quando ela compara o amor com boneco velho, sujo e rasgado que você não quer jogar fora. A melhor frase de Sam Soon é que, segundo ela, quando o coração vai embora nada mais pode ser feito. Mas nós sabemos, as lutas duram o tempo que for necessário.

My name is Kim Sam Soon

Se você imaginasse Tender Branson no avião agora, narrando a sua vida e contando cada detalhe de como ele está prestes a se suicidar, de como a gordura do consumismo está deixando seu triglicerídeos alto, de como, a melhor forma de resolver isso é colocando um boné, um patins e um taco de beisebol. Você não sabe mas, se for a sua primeira noite, você tem que lutar!

Sam Soon tem 30 anos e tem traços da trama que nos lembra Bridget Jones. É como se você fosse Bridget Jones o tempo todo e de repente, seu alter ego salta de você e você só se lembra que o nome dele é Sam Soon, my name is Kim Sam Soon.

Ninguém entendeu nada até agora, eu posso perceber pela sua cara sendo segurada pela sua mão com o braço flexionado que está apoiado no seu cotovelo que está apoiado na mesa que está em frente ao seu notebook, computador é para os fracos assim como o megaupload nos deixou.

Sam Soon (Kim Sun Ah) é pâtissier e talvez faça uns cupcakes deliciosos. Ela começa o drama procurando um novo emprego e quando está chorando no banheiro porque viu o namorado a traindo é que conhece Jin Hun (Hyun Bin), mas eles sabem que a primeira regra… A ex-namorada Hee Jin (Jung Ryu Won) volta após 3 anos, Sam Soon é carregada nas costas bêbada, há vocês querem algo novo? Então, vocês devem saber que a segunda regra do Clube da Luta é não falar do…

My name is Kim Sam Soon

Sam Soon é um nome feio, ela preferia Bridget Jones por questão de merchandising aka merchan. Hee Jin traz na bolsa o médico americano dela, que não entra na história: “Sam Soon gosta do Jin Hun que gosta da Hee Jin que gosta do Jin Hun e o Dr. Henry que não entra na história”. Mas quando alguém gritar “pára” e sinaliza com a mão.

My name is Kim Sam Soon

A Mi Joo é a sobrinha do Jin Hun que nos lembra momo, onde Sam Soon conta a história de momo, que era uma garota (salvo erro) muda e assim uma boa ouvinte, que nos lembra do menino com patins e taco de beisebol, que, não vire agora, mas está aí atrás de você…sem camisa, sem sapatos.

My name is Kim Sam Soon

A viagem aqui foi longa, mas Sam Soon você não pode dizer que não conheceu. Você vai dizer que quando viu as 12 vezes esse drama coreano, você não estava em você e vai querer ver de você. Você vai dizer que você não é você por não ter gostado disso antes, então você começa a entender por que as pessoas perguntavam se você conhecia Kim Sam Soon. Vai ter uma hora que você vai dizer que não, que você vai negar. Que o final de Sam Soon ficou vago, que ela merecia mais. Mas nós sabemos, as lutas duram o tempo que for necessário. Então chega a hora de você lutar.


5. Coffee Prince (K-drama)

aka The 1st Shop of Coffee Prince.

Novamente temos Yoon Eun Hye (de Lie to me) só que agora ela interpreta Go Eun Chan, de cabelos curtos, que parece homem. Não fosse a moda que pegou em fazer as atrizes darem provas de sua competência cortando o cabelo curto em algum drama que fizerem na vida aka cabelo feio da Koo Hye Sun em The Musical. Nada contra, eu acho ótimo.

Eun Hye combinou tanto com cabelo de homem e roupas de homem, que poderia facilmente continuar fazendo isso para o resto de sua vida. Eu, realmente, achei estranho vê-la com cabelo já crescido no final da trama. Pra mim, foi como se fosse ver um menino com cabelo comprido e usando roupas femininas sei lá por quê.

Na verdade a história de Coffee Prince todos nós já conhecemos de cor e sorteado. Quem nunca viu um drama/ um novela/ um filme/ um livro em que temos uma garota que se passa por menino e um garoto gosta dela mesmo assim ao longo da história e o ponto culminante é quando o garoto descobre que gosta de uma garota? QUEM NUNCA?

Quem nunca leu Guimarães Rosa e não se deliciou com o amor de Riobaldo por Diadorim em Grande Sertão: Veredas (também tem o filme)? Mas, OLHEM, não estou aqui fazendo uma comparação de que Coffee Prince seja tão bom quanto. Só estou dando exemplos de tramas com estrutura semelhante, que todos nós já sabemos que dá certo. Quem não se lembra de Pequena Travessa (risos) – novela do SBT – em que tem uma sinopse bem parecida com Coffee Prince. Temos também La Lola (novela mexicana exibida no SBT), Beleza Pura (novela da globo), temos também o filme recente Albert Nobbs.

Coffee Prince também é uma adaptação de um livro, de mesmo nome, de Lee Sun-mi.

Como tantos outros que não me recordo agora, e que, é possível uma grande gama de acontecimentos bem humorados ou fortemente dramáticos quando uma pessoa de um sexo se passa por ser de outro, e aí, você tem uma confusão já criada. É como repetir uma receita de bolo infalível que ninguém nunca se recusará a fazer ou a comer depois de já feito. Ninguém se recusará a assistir, ninguém perderá dinheiro ao fazê-lo. Simples assim.

Tem leve toque de “eu quero tocar no assunto do homossexualismo, mas não sei como”, se Eun Chan fosse homem ninguém se importaria. Esse tipo de história quer discutir basicamente que o amor é algo que surge, é uma inclinação total por determinado alguém, que, ora nos cegamos a respeito de tudo sobre a pessoa, ora não sabemos lidar ou repelimos o sentimento quando ele não nos é “aceitável” para os padrões e para os nossos tão bem inacessíveis tabus. Ele propõe: “Por que não aceitarmos a ideia de se entregar ao amor e a senti-lo livremente, sem culpa ou arrependimento, quando nos damos de cara com ele?”

A história de Eun Chan é que ela e a família não tem boas condições financeiras e com isso ela é obrigada a arranjar todo tipo de trabalho. Eventualmente, todos a confundiam com um garoto. Até que ela se depara com Choi Han Kyul (Gong Yoo) que é filho de uma família rica, que não tem emprego nem responsabilidade. Ele ainda gosta do seu primeiro amor, Han Yoo Joo (Chae Jung Ahn) que era namorada do primo dele, Choi Han Sung (Lee Sun Gyun).

Han Sung foi traído por Yoo Joo, mas não conseguiu esquecê-la. Yoo Joo volta depois de 3 anos (salvo o engano de serem apenas 2) para reconquistá-lo desde o começo do drama. Han Sung é um produtor musical e Yoo Joo uma artista plástica, a combinação dos dois é quase perfeita no quesito “casal cool”.

Han Kyul sofre a pressão dos pais e da avó para se casar. Com isso, ele tem que ir a encontros às cegas. Ele acaba conhecendo Eun Chan e achando que ela é um garoto, a contrata para estragar seus encontros às cegas. E daí vem: contrato de relacionamento, você tocou no meu ombro, 10 reais, etc, etc. (A diferença nesse drama, é que a mocinha é que carrega o mocinho bêbado nas costas!). Depois disso, eles se tornam amigos e Han Kyul recebe a missão da avó de administrar um café.

Han Kyul acaba aceitando a ideia de abrir o café graças à Eun Chan. Mas ele diz que só contratará homens e ela decide continuar como garoto aos olhos dele. Boa parte do drama se passa no Coffee Prince, onde todos os funcionários se tornam grandes amigos e Han Kyul acaba gostando do seu trabalho (criando responsabilidade, se apaixonando pela Eun Chan)… Ponto para os funcionários do Coffee Prince, primeiro, por serem bonitos; segundo, por serem personagens divertidos e cada um da sua maneira, interessantes; terceiro, porque serem eles o drama não teria tanta graça.

Há momentos bonitos do amor de Han Kyul por Eun Chan. E a parte legal fica para a “guerra do amor” como é intitulada por Gae Sik (ex-presidente do Coffee Prince). Nesse ínterim, Han Sung também conhece Eun Chan e ela, no começo, também achou que poderia gostar dele, como ele por um momento também gostou dela.

Já vi por aí reclamações a respeito do estardalhaço que Han Kyul faz quando descobre a verdade sobre Eun Chan. Mas, convenhamos, não é difícil entender porque se ele já tinha se acostumado com a ideia de ser gay, não ser gay também precisaria de tempo.

Não achei necessário a ida de Eun Chan à Europa (conforme gentilmente informado por uma nossa leitora que eu havia me enganado, mas acontece rs) para realizar seu sonho de ser barista, porque foi injusto com Han Kyul que não foi aos EUA quando teve oportunidade de realizar seu sonho como designer de brinquedos (toy art total).

Eu gostei desse drama porque foi contado com leveza e delicadeza a história de um cara que mudou por amor e cresceu com ele e quis ser diferente com ele e toda essa reflexão sobre o amor e blá blá blá. Um ponto para mim mesma como esse post sério e reflexivo.

“Ó e agora, o que a Jessica Jung acha disso?”