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61. Pride and prejudice (K-drama)

Eu me senti um pouco ultrajada com o nome desse drama. Primeiro porque não tem como não pensar automaticamente no grande livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen e imaginarmos “opa! Será uma adaptação?” e só com isso ficarmos dando sorrisos bobos. Mas não.

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Só o nome tinha em comum e nada mais que nos lembrasse do nosso livro favorito, a não ser as equipes de legendas que também bem humoradas prestaram homenagem ao nosso homem ideal Mr. Darcy. Fora isso, não há mais coincidência. E sim, todas nós nos pegamos imaginando como seria um Mr. Darcy coreano! E que perfeição (se bem feito) não seria essa adaptação. Até cheguei a pensar que Choi Jin-Hyuk mesmo cairia muito bem com aquele cabelo e ar sério.

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Porém, devo ressaltar que AINDA BEM que não era um drama cocô qualquer com esse nome, como tive um certo receio até antes de começar a assisti-lo! A verdade é que, ufa, o drama é muito bom!
É um enredo muito ativo e com ótimas reviravoltas (tantas reviravoltas que até ficamos um pouquinho tontas para entender).

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Eu diria que o plus de personagens secundários bons e feitos por bons atores carrega o drama. Tudo começa quando o irmão mais novo de Han Yeol-Moo (Baek Jin-Hee – Triangle/ Empress Ki) está desaparecido e é encontrado morto. Algo de misterioso envolve o caso da morte de seu irmão. Anos depois ao sair com Koo Dong-Chi (Choi Jin-Hyuk – Fated To Love You/ Emergency Couple) ela vê uma evidencia nas coisas de Koo Dong-Chi de que ele estaria no local da morte de seu irmão. Han Yeol-Moo decide parar de se encontrar com ele e o assume como culpado da morte de seu irmão. Ainda sim começa a seguir seus passos, ambos se graduam como advogados e se tornam promotores.

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Ela não sabe mas Dong-Chi também está tentando solucionar o mesmo caso há anos. Há vários grandes nomes da política envolvidos no caso o que torna as coisas mais difíceis de serem investigadas e os deixa sempre em grandes perigos. Há um caso de outro garoto desaparecido e também um caso de acidente e fuga seguido de morte que se entrelaça ao caso, sendo envolvidos também o investigador Kang Soo (Lee Tae-Hwan) e o Promotor Moon Hee-Man (Choi Min-Soo – The Blade and Petal/ Warrior Baek Dong Soo), o Promotor Superintendente deles.

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Esse Promotor Moon Hee-Man não só é um grande personagem como também uma peça chave em todo o desenrolar da história, com uma personalidade enigmática, um dos melhores personagens que já vi, jogando de acordo com o que sabe e com seus próprios interesses é um personagem ambíguo a maior parte do tempo com alta dose de camuflagem e conhecimentos acumulados ao longo do tempo. E o personagem mais incrível e instigante do drama. Palmas para Moon. E seu final também não poderia ser melhor! Não foi a toa que Choi Min Soo ganhou o Golden Actor por esse drama, dezembro passado.

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Todos os personagens secundários dão um grande suporte ao drama como o casal engraçado Lee Jang-Won (Choi Woo-Sik – Fated To Love You, recentemente em Ho-Goo’s Love) e Yoo Gwang-Mi (Jung Hye-Seong – recentemente em Blood). Toda a equipe de promotores e investigadores se veem trabalhando em vários casos que se encaixam ao longo do drama. Vai de suicídios, assassinatos, traficantes de drogas, políticos envolvidos em exploração sexual e muitos outros.

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Não há um capítulo em que você se cansa ou fica preso em qualquer parte da história que não anda. O drama é altamente ágil e o final – talvez por necessitar mais capítulos, a meu ver – é um tanto corrido demais. Mas, em nada o drama nos deixa a desejar. Comecei a assistir com os dois pés atrás – por causa do nome -, mas sinceramente Pride and Prejudice tem me surpreendido muito e está muito bom! Super recomendado.

62. Valid Love (K-drama)

Valid Love é no mínimo do mínimo um dos dramas mais lindos e lindamente dramáticos que já vi. Já explico: nada de dramão e climão de ficar chorando horrores pelos cantos, isso não.

 

O drama real nem é o tema polêmico retratado com delicadeza ímpar, mas sim o quanto de drama que transmite ao passar as cenas mais simples, naturais, sem pressa, um close na mesa, na chaleira, no café ou soju servido, nos respingos da chuva focada na janela. No começo da drama, reparem, chove muito. Vem chuva, vem uma nostalgia e eu fiquei pensando em quantos dramas nós vimos chover. Chuva é tão real.

 

Drama é quando traz aquela dor no nosso peito quando vemos essas cenas de transição, as cenas que preenchem com toques de realidade, as cenas que mostram o quão verossímil podem ser aquelas cenas, essa história. Essa é a parte que mais gostei, que mais me impressionou no drama.

 

A história “polêmica” é essa de uma mulher casada que se apaixona por outro homem e o “trai”. Sendo narrada pelo marido traído Jang Hee-Tae (Uhm Tae-Woong), mas sem entrar tanto em seu ponto de vista, ao narrar ele nos transmite uma paz, uma paz de quem já sabe do que aconteceu e está anos na frente apenas recordando tudo o que passou.

 

 

Então descobrimos com ele como eles se conheceram – ele professor substituto, ela uma estudante enérgica – como ele foi o primeiro em tudo na vida de sua esposa Kim Il-Ri (Lee Si-Young), a curiosidade dela em conhecer como seria com outros homens e os problemas familiares alinhados à vida do casal, aparentemente perfeito. A irmã doente dele que ela passava a maior parte do tempo cuidando, as puladas de cerca de seu sogro e a diferença de escolaridade entre eles.

 

Há muitos e muitos pequenos significados e sentidos implícitos dentro desse enredo, eles sugerem, mas não falam. A sua mãe (dele/sogra dela) vive uma vida inteira sabendo que é traída e suportando e tentando abafar os casos dele. Já ele, o marido traído, como homem, descobre através de um vizinho a suposta traição da esposa e segue – como sua própria mãe, a averiguar – e nunca, nunca poderia superar isso.

 

 

É muito clara a fatalidade, toda a história se desenvolve através de ações e impasses que poderiam ser evitados, suscetíveis de não terem ocorrido, com um toque de fatalidade, de destino fadado.
Outra questão: por que ela, a mulher que traiu, tendo pouca escolaridade foi a destinada a trair?

 

O desenrolar da trama segue muito mais complexo e acompanhamos l envolvimento da mulher casada com um carpinteiro Kim Joon (Lee Soo-Hyuk) (alguém do nível de escolaridade dela, logo do “nível” dela? – isso é uma leitura que é possível fazer) e acontece um beijo e nada mais…

 

A mulher se vê confusa, mas a princípio não quer largar o marido, mas ela sente que gosta dos dois e procura explicação para isso, como seria possível amar dois homens ao mesmo tempo? Porém, a mudança dele com ela, a sua paranoia, as fotos como evidência fizeram com que ele não conseguisse perdoá-la, o endureceu e de algum modo nunca podendo voltar a ser o mesmo como era antes. Com os sentimentos separados do ressentimento (isso que todos nós sabemos muito bem) e quebrando assim pouco a pouco, causando a ruptura do casal.

 

 

O carpinteiro por outro lado está na primeira viagem e se dedica ao seu amor pela mulher casada. Ao mesmo tempo os acontecimentos juntam os dois homens também e eles também passam a ter um estranho relacionamento, se admiram e se odeiam. Aos poucos também surge outra pessoa para o marido traído.

 

E nas idas e vindas do casal principal, a mulher que traiu resolve “seguir em frente” não com o carpinteiro, mas algo como se encontrar após todas aquelas situações. Mas o carpinteiro segue firme na conquista – e efetivamente nos conquista na sua honestidade e constância – e passamos a aceitar sim o novo casal.

 

 

Dada as circunstâncias que se colocam na mesa, tudo é plausível para aceitação mesmo resultando ser algo impuro ou imoral aos olhos do que já está regido no mundo. Não é essa a moral implícita em cada um desses episódios?

 

 

Mas antes de fechar o assunto, não poderia deixar de falar da melhor – A MELHOR – personagem desse drama e que carregou a maior parte do verdadeiro drama em si. A irmã do marido traído Jang Hee-Soo (Choi Yeo-Jin) que não podia andar ou falar – sendo outrora bailarina – mas que se levantava durante as cenas para dizer o que pensava e sentia.

 

 

E esse espírito livre que se levantava e pensa e fala e sente tão espontâneo pela personagem. Que amor e que dor vê-la. Que delicado e sensível representar assim alguém que tem uma deficiência, uma doença, um problema.

 

Ironicamente, a melhor personagem do drama não anda e não fala. Mas grita – só diz e representa o que está dentro – que as vezes não escutamos, que não ouvimos o mais íntimo, o que pensamos, o que sentimos. A única que a entende ao olhar é a mulher que trai. Eu não sei vocês, mas eu vejo nisso uma e belíssima metáfora. Não tem como não amar esse drama! Valid Love! Vai lá ver e me diz que achou 😉

60. She’s so lovable (K-drama)

Sim, ela é tão adorável e nós estávamos esperando por mais, muito mais. Com a presença de três ídolos kpop como Krystal (The Heirs) , Hoya (Reply 1997) e o poderosíssimo Rain (I’m a Cyborg, but It’s Ok), esperávamos notar as atuações e de quebra ver um bom drama, mas como Susana Vieira nós também não temos paciência com quem está começando…

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O poderoso Rain – Hyun Wook – é um produtor musical que em uma briga com a namorada dentro do carro fez com que ele estacionasse no acostamento e saísse para esfriar a cabeça, até aí tudo bem, não fosse um caminhão vir em cheio na rodovia matar sua namorada. Mas, a história segue chata o suficiente, acredito que, com o objetivo de não nos comover com isso.

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Ele vive durante anos isolado da população mundial simplesmente porque ele é rico e pode se dar esse luxo. Mas, do além mesmo, é que depois de anos o celular da namorada ainda está com ele e ainda funciona! Então ele recebe um telefonema da irmã de sua namorada, que ele por sua vez não sabia da existência dela, oh, típico.

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Assim, a irmã da namorada de Hyun Wook é Se Na (Krystal) e ela quer ser compositora; sua irmã era cantora trainee da empresa do pai de Hyun Wook – a AnA Entertainment, onde Hyun Wook era o produtor musical. Para ajudar Se Na em sua fase mendiga após a morte da irmã, Hyun Wook resolve voltar a AnA Entertainment como CEO e contratar Se Na como trainee, porque nada melhor unir o útil ao agradável e repetir a história. :)

Ela é tão adorável

Estou contando assim detalhadamente a história do drama para que vocês percebam que: não há porque perder tempo a história por si só é ruim. Eu até perdi o momento em que eles se apaixonam um pelo outro porque, hahahahaha isso mesmo, não há.

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Outra parte desconfortável é que Hyun Wook ajuda demais Se Na apesar dela ser uma boa compositora, por ela estar começando ainda a recusam em muitas oportunidades e o CEO é que dá uma canja. Isso é meio chato e decepcionante até pra gente que está assistindo!

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Se Na não sabe que Hyun Wook era o namorado de sua irmã e essa é a tensão que envolve os capítulos enquanto ela não sabe. Shin Hae Yoon (Cha Ye Ryun – Gold Rainbow) faz o papel que ama por anos Hyun Wook e não é amada e sente recalque de Se Na, mas que também não tem ações nenhumas para que a consideremos vilã da história. E é terrível a maneira como Hyun Wook a trata, sem cavalheirismo algum, sendo o oposto com Se Na e a gente se pergunta como Hae Yoon conseguiu gostar dele.

Ela é tão adorável

Shi Woo (L/Myung Soo – Master’s Sun) é um fofo integrante da banda principal da AnA – MHDR – que é desfeita por causa de Seo Jae Young (Kim Jin Woo – Golden Cross) – inimigo de Hyun Wook, projeto de vilão que sai da AnA e leva o grupo junto – ficando apenas Shi Woo na agencia tendo que se firmar como cantor solo e não tendo muito talento e confiança nele mesmo. Se Na se torna sua amiga e o ajuda nesse sentido.

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A atuação de Si Woo é uma gracinha, é interessante a forma gradual que ele começa a gostar de Se Na; porém também não se forma nem um triangulo amoroso sequer porque Se Na é meio apática nas emoções (representações) e nos sentimentos. Ela parece limitada e só gosta de Hyun Wook porque ele é bonzinho com ela. Eu fiquei chateada pelas poucas cenas de Si Woo.

Dito tudo isso, nós podemos concluir que: sim, melhor não perder seu tempo com isso, tem melhores.

42. Marry Him If You Dare (K-drama)

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Gosto de histórias com viagem no tempo e vários dramas coreanos já trataram desta temática também de várias formas diferentes, como Nine: 9 Time Travels, Queen In Hyun’s Man etc. Mas este, também com intuito de mudar o passado e através de uma máquina do tempo, a personagem principal quer mudar sua própria vida e principalmente a pessoa com quem se casou. Sendo ela, ele foi o responsável por sua vida ter se tornado infeliz.

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O nome da personagem principal de Marry Him If You Dare é “Mi-Rae” que também significa “futuro” em coreano, de modo que o título poderia ser traduzido literalmente como “A Escolha de Mi-Rae” ou “Future Choice”.

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Essa personagem volta a  2013 de 2043 se aproxima dela mesma no passado  (Mi Rae representada por Yoon Eun-Hye – de Lie to me, Coffee Prince, I miss you) e a aconselha, sem muito dizer por quê, a agir de forma diferente para garantir que as coisas – que ela não quer – não aconteçam novamente. Mi Rae de 2043 é representada pela atriz Choi Myoung-Gil (de I Summon You, Gold! , The King of Legend) e faz uma participação impecável, divertidíssima! Também é visível a identificação e aproximação entre as personagens e atrizes Yoon Eun Hye e Choi Moyoung  Gil.

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A Mi Rae (Yoon Eun Hye) leva Mi Rae (do futuro) para sua casa e a trata como irmã. Lá ela dá conselhos a Mi Rae tanto na vida profissional quanto sentimental, e a induz a se aproximar de Park Se-Joo (Jung Yong-Hwa de You’re beautiful, Heartstrings) porque ele é herdeiro de uma emissora de TV. Para conquistá-lo, ao invés de conhecer Kim Shin ela deveria ir à Ilha Jeju em uma viagem – no lugar de sua futura esposa que seria Seo Yoo-Kyung (Han Chae-Ah de All About My Romance, Bridal Mask) para fazer com que ele se apaixonasse por ela. E não é que deu certo? Foi amor à primeira vista para Park Se Joo. Mas Mi Rae (Eun Hye) faz uma personagem meio sonsa.

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Nessa emissora KBS (se não me engano), onde Park Se Joo é herdeiro, é onde trabalha o apresentador de noticiário (âncora) Kim Shin (nosso belíssimo Lee Dong-Gun de Love Now, My Boyfriend Is Type-B). Apaixonei-me por Dong Gun, sem mais. Belíssimo, belíssimo, belíssimo e ótimo ator. Ele é um âncora irreverente, que fala palavrão, que está sempre mau humorado e dando aquelas patadas. Isso faz o personagem ser hilário. Ele sempre acorda e lê o dicionário para estimular a dicção. Ele é metódico, narcisista e chato. Mas nós o amamos por isso. ♥

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O destino fatídico de Mi Rae aconteceria quando ela se envolvesse com Kim Shin em um acidente de trânsito, fazendo com que eles se aproximassem e se apaixonassem (Seo Yoo-Kyung se envolve nesse acidente no lugar de Mi Rae). Até este momento Mi Rae não teria uma carreira de escritora/roteirista como ela queria. Mi Rae de 2013 trabalhava como call center e decide abandonar o emprego para fazer o que gosta: escrever. Então ela se dedica para isso e acaba conhecendo – do mesmo jeito – Kim Shin que a ajuda conseguir um emprego na KBS.

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Neste mesmo tempo Kim Shin é dispensado como âncora, porque sendo a diretora da KBS Lee Mi-Ran (Ko Du-Shim), ele já está velho para manter a função e eles querem colocar um rosto novo (new face) mesmo que não tenha tanta experiência (talvez também para pagar menos).

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Mi Rae também passa por uma situação semelhante pois tem 32 anos e será “estagiária” e ajudará uma pessoa mais nova como roteirista. É engraçado ver que ir ao encontro de uma carreira aos 32 anos é fora do padrão, aos 32 anos você já deveria ter sucesso profissional ou estar “encaminhado” para alguma coisa na vida (para uma mulher, pelo menos, casada – como dizem diversas vezes para Mi Rae).

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Kim Shin começa a apresentar um programa da manhã e chama Mi Rae para trabalhar com ele. Eles acabam se apaixonando. Park Se Joo e Seo Yoo-Kyung (que é repórter) também trabalham lá. Seo Yoo Kyung é apaixonada por Park Se Joo e descobre sobre a Mi Rae do futuro e tenta impedi-la em várias situações dizendo que é injusto o que ela tenta fazer.

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O irmão de Mi Rae, Na Joo-Hyun (Oh Jung-Se de I miss you, Miss Korea, The Musical), também sabe sobre Mi Rae do futuro e concorda com ela quando ela conta que não deve se casar com Kim Shin. É engraçado que acabam todos sabendo que ela veio do futuro e “tudo bem”.

Até metade da trama nós não sabemos o por quê de Mi Rae não querer aceitar seu casamento com Kim Shin, se até agora nós adoramos muito o casal. Yoon Eun Hye e Dong Gun representaram o melhor casal de 2013 com uma química tão fofa, tão amor ♥. Mas Mi Rae do futuro sempre diz “você vai gostar de quem matou a pessoa que você mais ama?”.

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Mesmo com as tentativas de Mi Rae do futuro para separar o casal e aproximar Mi Rae de Park Se Joo, os sentimentos dos personagens continuam os mesmos (só o de Park Se Joo acaba sendo mudado) e nos dão aquela ideia de “oooohhh destino” etc. etc. Jung Yong-Hwa desde You’re beautiful sempre será o outro na friendzone, gosta e não é correspondido. Se vocês me permitem dizer acho Jung Yong-Hwa super sem graça (minha amiga que não leia isso rsrs).

SPOILER. O porquê de Mi Rae voltar é que ela tem um filho com Kim Shin, e esse filho é a pessoa que ela mais ama. Em uma discussão com Kim Shin – que acabará ficandodesempregado e revoltado – eles se descuidarão do garoto que vai atravessar a rua e morrer atropelado. É isso que Mi Rae se sentirá para sempre infeliz e culpada. Mi Rae do futuro diz isso a Kim Shin e ele entendendo a gravidade, se afasta voluntariamente de Mi Rae – essa é a parte mais bonita do drama -.

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Até Kim Shin do futuro volta para conversar com Kim Shin e fazer Mi Rae do futuro voltar ao futuro. Kim Shin do futuro estava esperando Mi Rae do futuro. Então nós sabemos que Mi Rae na verdade não estava mudando a vida de Mi Rae (Eun Hye), que na verdade sãouniversos paralelos e as duas histórias correm distintas uma da outra, desde que Mi Rae veio do futuro, as Mi Raes já não eram uma só. A escolha de Mi Rae do presente era o desfecho da história. Quem agora ela iria escolher? Kim Shin? Park Se Joo?

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Então Mi Rae publica um livro “A escolha de Mi Rae” e em uma canastra no jardim compartilha fotos dela e do seu filho com a Mi Rae do futuro. Nós não sabemos quem Mi Rae escolhe no final. Acho fofa a atuação de Eun Hye desde sempre e todo o elenco e atores secundários estavam muito bem.

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O final é bonito e bom, mas todos nós esperamos vê-la se encontrando com Kim Shin no final, tanto pela química do casal quanto pela história, pelo amor traçado pelo destino sendo irrevogável… Se ela escolhesse Kim Shin no final seria perfeitíssimo e eu choraria horrores, sinceramente o melhor drama romântico de 2013

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Todos nós esperávamos por esse amor que a roteirista não quis nos dar. Talvez porque fosse muito óbvio e pouco original, mas pela linha que ela traçando para a história não vejo o por quê desse belíssimo final nos ter sido recusado.

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59. Triangle (K-drama)

Enquanto estou arrumando as coisas por aqui ainda estou assistindo Triangle. E tenho que dizer que mesmo não sendo tão excitante a história no começo a partir do 7 episódio começamos a tomar gosto pela coisa! Principalmente porque começamos a encaixar como será o desenrolar da história e a querer ver no que aquilo vai dar.

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A história é sobre 3 irmãos que são separados após a morte do pai que era um mineiro. A morte do pai foi causada pelo vilão da história ~ o maravilhoso vilão ~ Go Bok-Tae (Kim Byung-Ok – I Can Hear Your Voice/Fashion King). Ele começou sua fortuna sendo gangster em Sabuk e agora 20 anos depois dirige uma construtora.

O irmão mais velho (dos três perdidos) é Jang Dong-Soo (Lee Beom-Soo – History of the salaryman) ele é um detetive de Sabuk que quer prender a todo custo Go Bok-Tae.

O irmão do meio é o Heo Young-Dal – gracinha do Jae Joon (Protect the boss) e particularmente, apesar de achar que ele necessita treinar mais a atuação, todo aquele charme que el exala já é o suficiente para levar as mulheres à loucura – ENTÃO TUDO BEM-. Ele é um idiota (não sei achar melhor descrição) metido a gangster “vou dominar o mundo” que quer fazer fortuna jogando poker em um casino clandestino.

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O problema mór e acho até que faltou uma pitada maior de humor no drama – ele poderia fazer umas sacadas legais com Heo Young-Dal perdendo todas e saindo se achando (o extremo da comédia e do ridículo) – mas perdemos isso, Heo Young-Dal tem sonho de jogar Hold’em em Las Vegas e não perder, mas perde todas quando joga e sai com cara de nada e achando que ainda poderá vencer.

É assim que ele conhece o seu irmão mais novo, o meigosíssimo Yoon Yang-Ha (Siwan – Reply 1997/Hope for dating), que é o único que foi adotado e agora é um almofadinha fofinho. Ele e o irmão são viciados em poker com a diferença que o menor é bom jogador e já jogou Hold’em em Las Vegas.

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Mas o interessante do poker e de como esse drama o descreve é que poker não tem a ver com inteligência e sim com ousadia, sorte e presença (aquele carisma ou aquele it que só os poderosos chefões têm – e vocês sabem do que estou falando), ou simplesmente que blefa melhor.

Heo Young-Dal reina brilhantemente e ele é um zé ninguém na verdade, o que conta é em como ele se tornou um mito em Sabuk, o quanto todos o conhecem e sabem quem é ele, em como ele lida com as situações com liderança, arrogância e confiança e o quanto tudo isso influencia em torná-lo maior do que ele é. E poker justamente é a cara dele e ele é a cara do poker! (Simplesmente amei essa temática no drama!)

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O melhor de tudo é que eles (os dois irmãos) também disputarão a mesma garota, a humilde Oh Jung-Hee (Empress Ki) que trabalha no casino clandestino no começo como croupier – e quer se tornar uma croupier – e depois no casino do pai de Yoon Yang-Ha. A preferência de Oh Jung-Hee é o poderosíssimo no gogó Heo Young-Dal, é claro. Mas Yoon Yang-Ha não lida muito bem com isso…

O pai de Yoon Yang-Ha é o mentor da morte do pai dos três irmãos, porque ele que mandou Go Bok-Tae o matar. Yoon Yang-Ha escuta isso atrás da porta, mas ainda sim continua ao lado de seu pai. Yoon Yang-Ha tem uma coisa meio vilão psicopata muito bom! Ele é um ótimo ator e uma gracinha. <3

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O enrolo começa quando Jang Dong-Soo chama Heo Young-Dal para tentar prender Go Bok-Tae e o ajuda a se tornar um de seus capangas. Mas Heo Young-Dal só está “do lado dele mesmo” e quer usar tanto Go Bok-Tae quanto Jang Dong-Soo para se promover e passar a perna nos dois.

Heo Young-Dal e Yoon Yang-Ha não se lembram do passado deles o que tornou mais difícil para Jang Dong-Soo encontrar seus irmãos. O legal vai ser que quando eles se “descobrirem” vão se tornar os aliados necessários para derrubar o vilão Go Bok-Tae e ao mesmo tempo vão descobrindo o que têm em comum.

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O primeiro amor de Jang Dong-Soo é a médica psicóloga Hwang Shin-Hye (Oh Yeon-Su), ela também é psicóloga de Yoon Yang-Ha e resolveu se juntar a polícia ajudando nos casos de Jang Dong-Soo e também se aproximando dele novamente após o seu casamento fracassado com Hyun Pil-Sang (Jang Dong-Jik). Um personagem chato que também está no rolo dos negócios Go Bok-Tae.

Apesar de Triangle não ser tão legal quanto You’re all surrounded e Doctor Stranger, achei um ótimo enredo e uma união muito boa de atores, aliás tirando o chapéu para o Jae Joon. Parece que Song Seung Hun faria o papel de Young-Dal, mas Jae Joon não ficou para trás no quesito gangsta.