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Sanggojae

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É difícil pensarmos em um projeto a ser feito sem ter uma ideia em mente, algo que nos sirva como inspiração ou objetivo, elemento principal ou ponto de partida. Na verdade o objetivo é a ideia filosófica a qual criamos para ter como base o nosso partido arquitetônico e então começarmos a pensar na disposição dos espaços e no volume, forma que expressa e sintetiza a nossa ideia filosófica.

Estava pensando em começar o texto de maneira simples, mas acabo de concluir o primeiro parágrafo como um professor de projeto iniciando as orientações aos seus alunos nos projetos.

É que aprendemos de um jeito complicado, difícil de suavizar as ideias para um leigo do assunto ou dizer simplesmente o que é arquitetura e no que ela se baseia.

Sanggojae é a inspiração de um roteirista que baseou o seu k drama Personal Taste com um pano de fundo no mundo da arquitetura. É a casa projetada por um arquiteto famoso que é tida como inspiração para um jovem arquiteto se lançar na concorrência de um concurso de arquitetura.

Sanggojae

“Sanggojae é um pequeno universo para que uma família tenha seus sonhos” esse seria o objetivo do projeto da casa, seu partido arquitetônico é a fusão da casa tradicional coreana com o moderno e uma ênfase no espaço interno de convivência, o jardim. É nesse local que os personagens principais mais convivem, têm momentos românticos e sonham.

enterooms.wordpress.com
enterooms.wordpress.com

Foi então que, em um belo roteiro, eu pude ver a importância da arquitetura de maneira simples, traduzida em momentos de convivência e conforto. A arquitetura estava presente ali como personagem, para colocar em discussão a supremacia das grandes construtoras ou dos grandes nomes em concursos, a concorrência, a falta de tempo e as preocupações do mundo da arquitetura.

O mundo da arquitetura me pareceu um ring de vale tudo, com as influências, os conflitos, as trapaças, como um mundo profissional tão intenso que consome a vida social e faz com que nos esqueçamos completamente dela.

Como fazer arquitetura e não dar tudo de si? Eu só então senti porque recorri à arquitetura, eu vi que o que eu gostava era de habitar. A casa, o lar, não é um elemento separado da sua vida, ela é parte de você. Simplesmente deitar no sofá e poder ver da janela o sol se pondo, sentar em um banco de madeira em uma varanda com um livro ou apenas deitar na cama com sono depois de um dia exaustivo. Tudo isso é confortável, e esse conforto é o que proporciona a arquitetura.

Hoje eu sei que o que gosto mesmo é de conforto. Daqueles lugares que podem ser chamados de Sanggojae.

“Ó e agora? O que Jessica Jung acha disso?”

1. The greatest love (K-drama)

The Greatest Love foi o primeiro k drama que vi, e assim, me apaixonei logo de cara. Sim, realmente, como vocês percebem demorei muito tempo para descobrir esse vício tenso que é assistir k drama. A minha teoria é que depois que você assiste um, você automaticamente está habilitado para assistir todos. Depois que você entra no mundo dos k dramas, amigão, sinto informar, NÃO TEM VOLTA.

E daí, depois de um tempo você que só assistia Bleach e lia Paradise Kiss começa a necessitar de drogas mais pesadas e passa para k dramas, tw dramas, J movie, até chegar ao momento em que seu IPod só tem músicas OST e você aguarda ansiosíssima alguém postar o último MBC Korean Music Festival.

Sim. Este momento chega. Chega também o momento em que você não quer somente se entupir com coisas asiáticas sozinho, mas você precisa necessariamente: seguir blogs do gênero, participar ativamente de fóruns, comentar aleatoriamente em sites, fazer parte de Fansubs, brigar escandalosamente em Cbox nos sites e a melhor parte, ter um blog só seu para você criticar e comentar à vontade sobre os últimos lançamentos e sobre as drogas mais pesadas que você já teve coragem de tomar. QUEM NUNCA.

É isso mesmo, e no meu caso, eu já estou em estado crônico. Acredite, já até pesquisei cursos de coreano em São Paulo e também como montar a minha loja virtual de roupas cosplay.

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Então, The greatest Love me fez ficar empolgadíssima com o nosso querido e gostoso Cha Seung Won que esbanja carisma e talento, que me foi apresentado por uma amiga (N. Baliero) e nunca mais, repito, nunca mais consegui me desvencilhar desse mundo. Acredito que neste mundo devo dar um conselho aqueles que entraram de gaiato no navio e não sabem nem o que estão fazendo aqui, isso mesmo, CORRÃO.

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A atriz principal (Gong Hyo Jin) não é muito bonita se comparada com outras atrizes coreanas. Mas devemos tirar o chapéu porque (foi o drama mais humorado que já vi até agora) fazer comédia não é para qualquer um. Cha Seung Won nos mostra que não é só um corpão de ator vilão gostoso só não. Mas que também traz o seu lado divertido e descontraído que ainda não encontrei igual em outro ator coreano. Sim, NENHUM ATOR COREANO SE IGUALA A CHA SEUNG WON. É por isso, exatamente por isso que ele é tão famoso na Coréia etc, etc, etc.

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Não estamos julgando a beleza, amigas. Porque vocês sabem, assim como eu, que tem muito ator coreano gatíssimo mesmo com carinha de bebê e tudo. Resumindo, Cha Seung Won é o melhor ator ever. Tudo bem, tiraremos o chapéu para Hyun Bin que é um ator fenomenal e o apreciaremos melhor em posts como Secret Garden, My name is Kim Sam Soon. Mas a minha opinião continua.

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Comecei com esses posts porque sempre que terminava um k drama e queria começar outro me perguntava “Qual?” e não tinha nenhum lugar que fizesse uma crítica mais consistente ou então uma sinopse que realmente fosse um spoiler do caramba. Fazer o quê, sou uma spoiler. Minto, temos dois ou três lugares legais para dar uma olhada como Divaneandoo, Aleatory Universe, Blog Asian Team, Yo Nihon, o centrado e famoso Chuva de Nanquim com animes e mangás e também no mesmo ramo, a minha inspiração diária: Mais de oito mil.

The Greatest Love tem como pano de fundo o mundo das celebridades. Cha Seung Won aka Dokko Jin, é um grande ator e muito famoso, assim como ele mesmo, mas foi operado do coração e usa um relógio de pulso que controla os batimentos cardíacos.

Gong Hyo Jin  aka Goo Ae Jung foi uma cantora de um grupo musical de garotas que são tão comuns no Japão e na Coréia, mas que ela perdeu a sua popularidade devido a vários escândalos e se tornou facilmente uma zé ninguém levando a culpa do fim do grupo. O drama começa com o transplante de coração e o médico de Dokko Jin escutando o single do grupo musical de Ae Jung, o  National Treasure Girls.

Goo Ae Jung está na batalha para conseguir sustentar toda aquela cambada que é a sua família, o pai, o irmão e o filho do irmão. Assim, em meio a percalços Ae Jung conhece Dokko Jin e uma série de mal entendidos acontece os tornando próximos. Daí é um show de discussões e cenas divertidas entre os dois até que Dokko Jin percebe que seu coração bate mais forte quando a vê. Ele pergunta para sua produtora “Mas o que é isso?” E essa cena é uma que marca realmente o drama.

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Simplesmente porque ela é um ponto de virada. Agora que Dokko Jin desconfia que gosta dela, as coisas ficam mais legais porque romance romance é agora. É como aquela parte em que o Mr. Darcy se declara para Elizabeth Bennet no livro Orgulho e Preconceito e só então você começa a devorar o livro.

Acontecem tramas paralelas como um triângulo amoroso entre Dokko Jin, Ae JUng e  Yoon Pil Joo (Yoon Kye Sang), Pil Joo é um médico que gosta de medicina alternativa e que contracena com Ae Jung no programa “Formando Casais”, programa esse que é apresentado e editorado por  Kang Se Ri (Yoo In Na) também ex integrante do National Treasure Girls, ex namorada de Dokko Jin e que agora está in love por Pil Joo. Ela tenta em vão ser uma espécie “vilã”, mas que acaba nem chegando perto disso. Muito embora eu acho que isso se deva ao fato do escritor querer deixar o roteiro menos dramático e com mais ênfase na comicidade.

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Dokko Jin tem um lado arrogante, chato e generoso com quem ama e irresistível como personagem a ser amado. SERIA MUITO MAINSTREAM EU DIZER QUE DOKKO JIN MERECE SER CONSIDERADO CULT, GLR? POSSO DIZER QUE DOKKO JIN É NOSSO MR. DARCY COREANO, POSSO, POSSO?

O coração de Dokko Jin bate forte sempre que escuta o single do National Treasure Girls por ser a música tocada durante o seu transplante. No mínimo uma ideia inusitada e criativa do roteirista para manipular uma conexão entre os personagens principais. Também tem outras ideias como a batata que Dokko Jin cultiva em sua casa como símbolo do amor entre eles.

Enfim. Ding Dong merece ser comentado. Goo Hyung Kyu (Yang Han Yeol) é apelidado de Ding Dong pelo Dok Go Jin. Ele é o sobrinho de Ae Jung. “Ding Dong” ao longo do drama acaba virando um bordão. Por que quando alguém acerta uma resposta que você fez, você grita “Ding Dong”, quando alguém te pergunta “Nossa mas você está falando com ironia” você responde: Ding Dong! Aquele awkward momento quando a professora te acorda na aula dela e te pergunta “Mas você estava dormindo?!?” Você responde: Ding Dong! E é isso que esse k drama tem de bom, ele não te proporcionou apenas momentos de entretenimento, mas também te apresentou um estilo de vida. Ding Dong!

E esse foi um k drama sem mocinho levando nas costas a mocinha, sem mocinha se embebedando e sendo levada nas costas, sem mocinho passando por aquele draminha pessoal de não poder dizer que gosta da mocinha, sem mocinho ir morar com a mocinha sem ninguém saber, sem contrato sobre a relação entre eles, sem darem custos aleatórios sobre “você tocou no meu ombro, 10 reais”. Com um roteiro criativo e bem humorado que te conduz até o final da trama sem você sentir aquela vontade de parar no meio e ir embora e nunca mais voltar como outros por aí. Uma salva de palmas.

“Ó e agora, o que Jessica Jung acha disso?”

Ding Dong.