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64. Dr. Frost (K-drama)

dr frost drama

O nosso lindinho de cabelo branco, quem não amou? Dr. Frost é uma ótima pedida para quem não curte dramas muito longos, pois tem apenas 10 episódios… Eu gostei de Dr. Frost porque é de ação e mistério como esses dramas (como Missing Noir M, também da OCN) que os personagens ficam atrás das pistas dos acontecimentos – desaparecimentos e assassinatos – para descobrir os responsáveis/criminosos e entender o por quê de seus atos ~insanos~, loucos.

Dr._Frost

Eu confesso que costumo gostar muito desse tipo de drama e achei uma pena ter tão poucos episódios e não ter desenrolado nenhuma história de amor apesar de ter sido sugerida com Dr. Frost e sua assistente de psicologia. Talvez como adaptação eles poderiam ter se desprendido mais da história original. Dr. Frost é baseado em um webtoon “Dr. Frost” escrito por Lee Jong-Bum (publicado em 2 de fevereiro de 2011, via cartoon.media.naver.com). Como não vi nada do webtoon e não nada relacionado não posso dizer minhas impressões com relação a isso, obviamente.

webtoonfrost

O drama mistura – o que podemos chamar de lições de psicologia – com as ações, atitudes e maneiras de cada um que atua no drama. Vou descrever da seguinte forma: não sei quem é assim e desenvolve essas maneiras de lidar com determinados assuntos porque uma vez aconteceu X e a pessoa lidou da maneira Y e desenvolveu os traumas Zs. Ou então, as ideias que acumulamos ao longo das nossas experiências de vida refletem o que somos hoje e como vamos lidar com o que vier amanhã e as noções que temos sobre as coisas dependem muito do quanto de aprendizado ou conhecimento que acumulamos sobre as coisas, como emoções, sentimentos, relacionamentos com as pessoas e todo o resto, até mesmo definições de tempo, espaço, memórias, amor.

dr frost drama

È interessante observar que em determinados episódios do drama (com minha memória fraca esqueci quais) os psicólogos viram uma espécie muito distinta de super heróis e nossa, eu achei até que eles fossem voar! Wow! Essa ideia de manipulação mental através da hipnose sempre gerou muito o que falar e confesso que acredito muito nisso uma vez que as pessoas as vezes conseguem ser manipuladas através de muito menos e em estado consciente, através de palavras certas proferidas por pessoas de confiança, através de pessoas que eles desenvolvem o estado fã (sim, fã te enleva a um estado de “farei tudo que meu mestre mandar”) e assim por diante.

dr frost

Ultimamente vemos muitos exemplos de coisas assim por aí, e essas foi a parte que mais gostei no drama, gente fazendo coisas loucas porque são levadas a essas ações inconscientemente, através de estalos mentais semeados por terceiros. Essa ideia de manipulação de pessoas sempre foi um tema de muita curiosidade para as pessoas. Mas quem consegue manipular nunca revela seus truques e cria uma aura de mistério e suspense, ainda mais incríveis.

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Nós já sabemos muito bem que as palavras tem um poder manipulador, formador de opinião, e estimulação gangues e ideologias, se o objetivo for esse, mas pessoas que tem coisas em comum instantaneamente já se ajuntam… Mas ultimamente tenho notado que não só a palavra escrita exerce uma força manipuladora muito grande como também a linguagem oral (youtubers estão aí para mostrar que eles têm o poder, e muito mais do que bloggers), porque através do carisma, a facilidade em demonstrar quem se é, a facilidade em demonstrar a personalidade e os pontos positivos, como o bom humor, cativam as outras pessoas muito mais e tem alto grau de aderência. Pessoas que sabem dizer o que pensam, como pensam e por quê pensam de determinada forma são muito atrativas e por que não, despertam o nosso estado de fã.

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E portanto é um campo muito vasto que desenrolou no final do ano passado, começo desse ano, muitos e muitos dramas com um fundo temático em psicologia. O que não foi ruim, pois adoramos todos, não? Como Heart to heart, It’s Okay, that’s love entre outros.

O personagem de Dr. Frost é também um fascínio a parte pois frio e direto, emo gótico suave, eu diria. Que as vezes não sabiam lidar ou não entendia os próprios sentimentos e que analisava e entendia racionalmente os sentimentos de todos ao redor. Talvez um problema mais comum e de “nós todos” do que pensamos.

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Acho que só comeram bola quando não desenvolveram o romance na história, mas também não é algo totalmente negativo. No webtoon não se tem espaço e nem tempo para desenvolver com todos os nuances de história que se tem disponível através de uma filmagem e com certeza uma adaptação se quiser se manter igual ao original vai perder nesse sentido.

Um pouco por ficar apenas preso aos desvendar dos mistérios, e acho que esse é um problema desse tipo de drama, é que acaba nos dando personagens rasos sem suas próprias histórias, fica uma coisa meio oca e uma vez terminados os mistérios eles ficam sem ação, e reparando isso agora em Missing Noir M, eles também estão se atentando a isso e desenvolvendo paralelamente as histórias dos personagens principais, o que eu diria, está sendo uma grande sacada.

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Acabo de sentar aqui do nada e escrever esse grande textão, enquanto tenho que fazer ainda alguns trabalhos. Mas, acho que é sempre assim quanto mais atarefados, mais rendimentos produzimos ou não? E ainda devo dizer que estou pensando em ter fãs e através deles ter também o poder supremo: dinheiro e manipulação de mentes. hehe

Dr. Frost é interpretado por Song Chang Eui (The Woman Who Married Three Times, Make A Woman Cry) e sua assistente é Yoon Sung-A, interpretada por Jung Eun Chae (My Bittersweet Life, Nobody’s Daughter Hae-Won).

63. Maids (K-drama)

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Olá, pessoal. Não estou abandonando por aqui não, o que acontece é que estou desanimada para escrever. Já terminei alguns bons dramas que já dariam mais de 7 resenhas por aqui e ainda continuo parada. Não sei exatamente o que é mais de vez em quando tenho esses letargos.

Não consigo fazer nada em absoluto quando não tenho vontade. Eu fico no limbo, esperando a vontade chegar. E parece que nas sextas-feiras o meu ânimo têm subido ao mínimo e consigo arriscar algumas palavras. Não que tenha perdido o interesse no blog ou em dramas. Isso não, definitivamente NÃO!

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Maids foi um dos únicos/primeiros dramas épicos que vi assim por livre e espontânea vontade. Os outros poucos como Inspiring Generation, Bridal Mask e Faith for estimulados pelos atores que fizeram os personagens principais (claro). E ainda estou ensaiando para ver Empress Ki e Shine or Go crazy…

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Em Maids eu fiquei contente porque também nunca imaginei que gostaria de dramas épicos e até que gostei. Interessei-me pela história sem me importar com quais atores estavam ali, e também me surpreendi, como ultimamente vendo sendo, com a qualidade dos dramas jTBC. Eles são bons minha gente (Can We Love, Secret Affair, Maids).

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Bem – já um spoiler de cara – a única coisa que não gostei foi o final… Que deixou um pouco a desejar se você olhar em retrospectiva e perceber o ritmo bom que o drama vinha mantendo. Pode-se dizer que a indecisão que prenderam a principal entre dois amores e não saber de fato de quem gostar e se entregar a isso fizeram com que as coisas ficassem um tanto confusas e por tanto o final completamente prejudicado. Tirando isso foi um drama que curti muito.

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A história é de uma nobre Gook In Yub (Jung Yoo Mi – Rooftop Prince) que perde sua nobreza e vira serviçal/escrava porque seu pai, um conselheiro, é acusado de traição ao Rei e morto em praça pública. In Yub ainda tenta fazer justiça pelo seu pai e assim recuperar o título de nobreza. No dia de seu casamento com Kim Eun Gi (Kim Dong Wook – The 1st Shop of Coffee Prince, The Great Gift), o pai de In Yub é preso e seu casamento é cancelado.

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Então acompanhamos as aventuras de In Yub em sua nova vida, aprendendo a ser uma serviçal e sempre sendo castigada. Ela vai ser serviçal justamente na casa de sua “amiga” Heo Yoon Ok (Lee Shi Ah – She’s So Lovable) que é apaixonada por Eun Gi e tem inveja de In Yub porque ele gosta dela. Então Yoon Ok faz de tudo para que a vida de In Yub seja ainda pior do que já é. Tanto que consegue se casar com Eun Gi.

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Na casa da família de Yoon Ok também trabalha o misterioso Moo Myung (Oh Ji Ho – Fugitive: Plan B, The 3rd Hospital), ele se apaixona por In Yub e a protege e ajuda. A personalidade dele para resumir em palavras que – nós brasileiros – entendemos seria: ele é um parrudão, do tipo cabelo comprido e lenhador, que não tem como não curtirmos!!! Logicamente In Yub não seria exceção. Então eles se unem, ele a ajuda a provar a inocência de seu pai.

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Porém In Yub descobre que Moo Myung pertence a facção que trairá o Rei, cujo líder é o pai de Eun Gi. Assim, o pai de Eun Gi foi o responsável pela morte do pai de In Yub… Eun Gi se casa com Yoon Ok porque se sente ultrajado com a mudança de sentimentos de In Yub por ele, inclusive no extremo se une ao pai e ajuda nos planos de trair o Rei.

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Muitas confusões e vai e voltas como deveria de se esperar, resumindo Moo Myung é o filho do Rei, In Yub todos tentam matá-la até o Rei, Eun Gi dá a vida por In Yub… Nisso, quando volta a ser nobre ela não consegue se decidir direto e ficar com Moo Myung, então fica um final meio nebuloso. Ela leva as companheiras serventes para irem servi-la. Enquanto isso, muitos acontecimentos passam entre os serventes e seus senhores…

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É um drama bem interessante e tem um ritmo super rápido e aaaah, nós temos a presença do meu queridinho Eom Tae-Goo, que fez Inspiring Generation e que está me deixando pois faz mais filmes como China Town, I Saw the Devil, Midnight FM, Choked, Commitment (aquele com o TOP) e Barracks; é uma pena pois adoraria vê-lo em outros dramas – que assisto mais -, super curto aquela voz e estilo marrento… Dando nota 8 porque o final poderia ser melhor e a participação de Eom/Um Tae-Goomaior.

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E também o drama que começou em seguida também me parece que será muito maneiro, de nome “Fall in Love with Soon-Jung”, que está no Viki como Falling for Innocence (afa Beating Again). Ah, só para constar assisti Maids inteiro pelo DramaFever, acho que não está no Viki.

Vendo isso aqui eu lembrei dos meus primeiros posts no blog:

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61. Pride and prejudice (K-drama)

Eu me senti um pouco ultrajada com o nome desse drama. Primeiro porque não tem como não pensar automaticamente no grande livro Orgulho e Preconceito de Jane Austen e imaginarmos “opa! Será uma adaptação?” e só com isso ficarmos dando sorrisos bobos. Mas não.

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Só o nome tinha em comum e nada mais que nos lembrasse do nosso livro favorito, a não ser as equipes de legendas que também bem humoradas prestaram homenagem ao nosso homem ideal Mr. Darcy. Fora isso, não há mais coincidência. E sim, todas nós nos pegamos imaginando como seria um Mr. Darcy coreano! E que perfeição (se bem feito) não seria essa adaptação. Até cheguei a pensar que Choi Jin-Hyuk mesmo cairia muito bem com aquele cabelo e ar sério.

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Porém, devo ressaltar que AINDA BEM que não era um drama cocô qualquer com esse nome, como tive um certo receio até antes de começar a assisti-lo! A verdade é que, ufa, o drama é muito bom!
É um enredo muito ativo e com ótimas reviravoltas (tantas reviravoltas que até ficamos um pouquinho tontas para entender).

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Eu diria que o plus de personagens secundários bons e feitos por bons atores carrega o drama. Tudo começa quando o irmão mais novo de Han Yeol-Moo (Baek Jin-Hee – Triangle/ Empress Ki) está desaparecido e é encontrado morto. Algo de misterioso envolve o caso da morte de seu irmão. Anos depois ao sair com Koo Dong-Chi (Choi Jin-Hyuk – Fated To Love You/ Emergency Couple) ela vê uma evidencia nas coisas de Koo Dong-Chi de que ele estaria no local da morte de seu irmão. Han Yeol-Moo decide parar de se encontrar com ele e o assume como culpado da morte de seu irmão. Ainda sim começa a seguir seus passos, ambos se graduam como advogados e se tornam promotores.

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Ela não sabe mas Dong-Chi também está tentando solucionar o mesmo caso há anos. Há vários grandes nomes da política envolvidos no caso o que torna as coisas mais difíceis de serem investigadas e os deixa sempre em grandes perigos. Há um caso de outro garoto desaparecido e também um caso de acidente e fuga seguido de morte que se entrelaça ao caso, sendo envolvidos também o investigador Kang Soo (Lee Tae-Hwan) e o Promotor Moon Hee-Man (Choi Min-Soo – The Blade and Petal/ Warrior Baek Dong Soo), o Promotor Superintendente deles.

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Esse Promotor Moon Hee-Man não só é um grande personagem como também uma peça chave em todo o desenrolar da história, com uma personalidade enigmática, um dos melhores personagens que já vi, jogando de acordo com o que sabe e com seus próprios interesses é um personagem ambíguo a maior parte do tempo com alta dose de camuflagem e conhecimentos acumulados ao longo do tempo. E o personagem mais incrível e instigante do drama. Palmas para Moon. E seu final também não poderia ser melhor! Não foi a toa que Choi Min Soo ganhou o Golden Actor por esse drama, dezembro passado.

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Todos os personagens secundários dão um grande suporte ao drama como o casal engraçado Lee Jang-Won (Choi Woo-Sik – Fated To Love You, recentemente em Ho-Goo’s Love) e Yoo Gwang-Mi (Jung Hye-Seong – recentemente em Blood). Toda a equipe de promotores e investigadores se veem trabalhando em vários casos que se encaixam ao longo do drama. Vai de suicídios, assassinatos, traficantes de drogas, políticos envolvidos em exploração sexual e muitos outros.

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Não há um capítulo em que você se cansa ou fica preso em qualquer parte da história que não anda. O drama é altamente ágil e o final – talvez por necessitar mais capítulos, a meu ver – é um tanto corrido demais. Mas, em nada o drama nos deixa a desejar. Comecei a assistir com os dois pés atrás – por causa do nome -, mas sinceramente Pride and Prejudice tem me surpreendido muito e está muito bom! Super recomendado.

62. Valid Love (K-drama)

Valid Love é no mínimo do mínimo um dos dramas mais lindos e lindamente dramáticos que já vi. Já explico: nada de dramão e climão de ficar chorando horrores pelos cantos, isso não.

 

O drama real nem é o tema polêmico retratado com delicadeza ímpar, mas sim o quanto de drama que transmite ao passar as cenas mais simples, naturais, sem pressa, um close na mesa, na chaleira, no café ou soju servido, nos respingos da chuva focada na janela. No começo da drama, reparem, chove muito. Vem chuva, vem uma nostalgia e eu fiquei pensando em quantos dramas nós vimos chover. Chuva é tão real.

 

Drama é quando traz aquela dor no nosso peito quando vemos essas cenas de transição, as cenas que preenchem com toques de realidade, as cenas que mostram o quão verossímil podem ser aquelas cenas, essa história. Essa é a parte que mais gostei, que mais me impressionou no drama.

 

A história “polêmica” é essa de uma mulher casada que se apaixona por outro homem e o “trai”. Sendo narrada pelo marido traído Jang Hee-Tae (Uhm Tae-Woong), mas sem entrar tanto em seu ponto de vista, ao narrar ele nos transmite uma paz, uma paz de quem já sabe do que aconteceu e está anos na frente apenas recordando tudo o que passou.

 

 

Então descobrimos com ele como eles se conheceram – ele professor substituto, ela uma estudante enérgica – como ele foi o primeiro em tudo na vida de sua esposa Kim Il-Ri (Lee Si-Young), a curiosidade dela em conhecer como seria com outros homens e os problemas familiares alinhados à vida do casal, aparentemente perfeito. A irmã doente dele que ela passava a maior parte do tempo cuidando, as puladas de cerca de seu sogro e a diferença de escolaridade entre eles.

 

Há muitos e muitos pequenos significados e sentidos implícitos dentro desse enredo, eles sugerem, mas não falam. A sua mãe (dele/sogra dela) vive uma vida inteira sabendo que é traída e suportando e tentando abafar os casos dele. Já ele, o marido traído, como homem, descobre através de um vizinho a suposta traição da esposa e segue – como sua própria mãe, a averiguar – e nunca, nunca poderia superar isso.

 

 

É muito clara a fatalidade, toda a história se desenvolve através de ações e impasses que poderiam ser evitados, suscetíveis de não terem ocorrido, com um toque de fatalidade, de destino fadado.
Outra questão: por que ela, a mulher que traiu, tendo pouca escolaridade foi a destinada a trair?

 

O desenrolar da trama segue muito mais complexo e acompanhamos l envolvimento da mulher casada com um carpinteiro Kim Joon (Lee Soo-Hyuk) (alguém do nível de escolaridade dela, logo do “nível” dela? – isso é uma leitura que é possível fazer) e acontece um beijo e nada mais…

 

A mulher se vê confusa, mas a princípio não quer largar o marido, mas ela sente que gosta dos dois e procura explicação para isso, como seria possível amar dois homens ao mesmo tempo? Porém, a mudança dele com ela, a sua paranoia, as fotos como evidência fizeram com que ele não conseguisse perdoá-la, o endureceu e de algum modo nunca podendo voltar a ser o mesmo como era antes. Com os sentimentos separados do ressentimento (isso que todos nós sabemos muito bem) e quebrando assim pouco a pouco, causando a ruptura do casal.

 

 

O carpinteiro por outro lado está na primeira viagem e se dedica ao seu amor pela mulher casada. Ao mesmo tempo os acontecimentos juntam os dois homens também e eles também passam a ter um estranho relacionamento, se admiram e se odeiam. Aos poucos também surge outra pessoa para o marido traído.

 

E nas idas e vindas do casal principal, a mulher que traiu resolve “seguir em frente” não com o carpinteiro, mas algo como se encontrar após todas aquelas situações. Mas o carpinteiro segue firme na conquista – e efetivamente nos conquista na sua honestidade e constância – e passamos a aceitar sim o novo casal.

 

 

Dada as circunstâncias que se colocam na mesa, tudo é plausível para aceitação mesmo resultando ser algo impuro ou imoral aos olhos do que já está regido no mundo. Não é essa a moral implícita em cada um desses episódios?

 

 

Mas antes de fechar o assunto, não poderia deixar de falar da melhor – A MELHOR – personagem desse drama e que carregou a maior parte do verdadeiro drama em si. A irmã do marido traído Jang Hee-Soo (Choi Yeo-Jin) que não podia andar ou falar – sendo outrora bailarina – mas que se levantava durante as cenas para dizer o que pensava e sentia.

 

 

E esse espírito livre que se levantava e pensa e fala e sente tão espontâneo pela personagem. Que amor e que dor vê-la. Que delicado e sensível representar assim alguém que tem uma deficiência, uma doença, um problema.

 

Ironicamente, a melhor personagem do drama não anda e não fala. Mas grita – só diz e representa o que está dentro – que as vezes não escutamos, que não ouvimos o mais íntimo, o que pensamos, o que sentimos. A única que a entende ao olhar é a mulher que trai. Eu não sei vocês, mas eu vejo nisso uma e belíssima metáfora. Não tem como não amar esse drama! Valid Love! Vai lá ver e me diz que achou 😉