Das leituras de 2013

Acho que estou ficando velha. Tenho (ou tinha) uma memória ótima. Eu, sem esforço nenhum, decorava números de telefone, datas de aniversários de todos os familiares e amigos, senhas de todos os sites e emails e etc. Agora, nem o que eu li ano passado (11 dias atrás) – e concluí – eu sei com certeza.

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Colocando um expressão coloquial que expressa melhor o que tenho a dizer agora, eu, “meio que” apago tudo o que não interessa ou é – para mim – irrelevante como por exemplo nome de ruas e localização, informação banais sobre as coisas, nomes de marcas, nomes de filmes, nome de livros (após um período de não-contato com ele), nome de colegas de classe,  nome dos meus professores e até uma dificuldade de identificar quem são e de onde são os “conhecidos” não-íntimos que vejo na rua e matuto matuto e nada.

Sim, os tempos estão chegando. E com eles faço sempre uma lista imensa dos livros que “devo comprar e ler” e faço uma grande dos que conhecei e li até o final, dos que parei por motivo indeterminado, dos que achei um verdadeiro porre e definitivamente abandonei, dos que não sei onde estão e não lembro o nome, dos que efetivamente li, mas sem saber exatamente quando e em que ano, dos ebooks que comprei e de todas as primeiras páginas de vários livros que li “para saber se era bom”, sem contar os que peguei emprestado li e devolvi e não fiz anotações sobre e se perdeu no limbo lindo da minha mente sem retorno.

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Então, foi para mim muito penoso fazer uma pequena lista de alguns livros que realmente que li em 2013. Vamos lá:

1) Bonsai de Alejandro Zambra (ganhei de presente de aniversário de uma amiga linda ♥);

2) Solanin 1 e 2 de Inio Asano (mangá – peguei emprestado);

3) O clube dos suicidas de Robert Louis Stevenson;

4) A desobediência civil de Henry David Thoreau;

5) O sentido de um fim de Julian Barnes (peguei emprestado);

6) Criaturas da noite de Neil Gaiman;

7) Imagem violência – etnografia de um cinema provocador de Rose Satiko Gitirana Hikiji (que me render o post Kdrama à luz da antropologia);

8) @mor (ebook) de Daniel Glattauer;

9) Emmi & Leo – A sétima onda (ebook) de Daniel Glattauer;

10) Snuff de Chuck Palahniuk;

11) A volta do parafuso de Henry James;

12) Os dias estão todos ocupados – As aventuras de Calvin e Haroldo de Bill Watterson.

Os que comecei e não terminei (só alguns para não cansá-los), mas vou terminá-los (rs):

1) Mulheres Perfeitas de Ira Levin;

2) O império do efêmero de Gilles Lipovetsky;

3) Desonra de J. M. Coetzee;

4) Ficando longe do fato de já estar meio que longe de tudo de David Foster Wallace;

5) Os enamoramentos de Javier Marías;

6) Diário do subsolo de Fiódor Dostoiévski.

Jessica Jung

Os que comprei nos sebos do centro e ainda nem tive a chance de pegar para ler – e tenho que tomar vergonha na cara para ler -:

1) Moby Dick de Hermann Melville;

2) Cem anos de solidão de G.G. Márquez;

3) Os meninos do Brasil de Ira Levin;

4) Se um viajante numa noite de inverno de Ítalo Calvino;

5) Ilusões perdidas de Honoré de Balzac.

Os que comecei a ler e abandonei para nunca mais:

1) Como ficar sozinho de Jonathan Franzen (emprestado);

2) Uma longa queda de Nick Hornby (emprestado).

Os que pretendo começar a ler em 2014 aka comprar em algum lugar etc:

1) A elegância do ouriço de Muriel Barbery;

2) Mrs. Dalloway de Virgínia Woolf (sim, não li, mas agora é questão de honra)

3) Entrevistas com Andy Warhol coletânea da Blackie Books;

4) Tristessa de Jack Kerouac;

5) À primeira vista de Nicholas Sparks (Vou dar uma chance pro Nicholas porque ganhei esse livro – pela minha eficiência no trabalho rsrs);

6) O elogio da madrasta de Mário Vargas Llosa.

Jessica Jung

Dos que terminei a leitura confesso que O sentido de um fim me surpreendeu bastante, gostei muito do jeito como ele escreve e muito da história. Também me diverti muito – devorando mesmo – o romântico ebook @mor que a brisa toda acontece por email, digo, é romance virtual.

Bonsai também foi muito fofo, o que me fez querer conhecer outros escritores chilenos. A volta do parafuso me fez perceber – e em um momento oportuno – o quanto a gente pode pirar na batatinha sem fundamento nenhum… O clube dos suicidas de Robert Louis Stevenson só me confirmou como o humor refinado de Stevenson é genial e A desobediência civil de Henry David Thoreau me lembrou o tempo todo de Into the wild, há uma grande eloquência em nos convencer a sermos leitores vorazes – e não jogos -, me lembrou de Hakim Bey e terrorismo poético e me fazer ver que tenho sempre pé na conspiração.

Sem falar que Neil Gaiman – que não tenho muito contato em leituras – me fez perceber que um assunto simples contado de outra maneira ou talvez de uma maneira que só Neil Gaiman saiba pode se tornar um assunto extraordinário. Já Calvin é amor. ♥ Mas o meu “achado” de 2013 foi David Foster Wallace, que conto em outra ocasião.

P.S.: Li um HQ Fun Home de Alison Bechdel (emprestado, este eu realmente demorei para lembrar) e não tenho certeza se foi 2012 ou 2013 mesmo. Enfim, era um que ia com certeza fazer um post a respeito. Nesse tempo “indefinido” também li o HQ Wilson de Daniel Clowes – lindinho. Também o livro O arquiteto de Rui Tavares entre 2012/2013. Sem contar os do Batman. Comprei um Batman no Uruguai, mas daí é outro post.

E vocês de qual leitura mais gostaram em 2013? Conta ae!

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