Livro 9: Imagem-violência ou Kdrama à luz da antropologia

Outro dia estava lendo Imagem-violência (etnografia de um cinema provocador) e de repente me ocorreu que é quase ou exatamente isso que fazemos. (rs) Tudo bem, ainda sim não é isso porque não temos as metodologias ou bases teóricas, mas discutir efetivamente sobre as técnicas e formas como vemos e sentimos os dramas coreanos é também uma forma de analisar antropologicamente. Nunca tinha me ocorrido que fosse gostar tanto assim de antropologia, de cinema, de imagens e análises.

Tenho pensado a respeito quando me deparei com a seguinte ideia: ver qualquer imagem fílmica de outro país faz com que aprendamos a cultura e o comportamento desse país e consequentemente analisemos segundo a nossa cultura e comparemos, além de observarmos como e com qual reação vemos aquilo que está sendo passado e como e com qual reação eles veem isso – que não é do mesmo modo -.

 

Também me peguei, mais precisamente, comparando os dramas coreanos com os taiwaneses. E, também, agora nesse último dia 06 estive vendo um filme da indonésia e tive impressões completamente diferentes das dos outros dois. Achei interessante e intrigador, me lembrou algo mais pesado e inquiridor, algo como quando falamos sobre questões sociais de modo denso.

Acho que nós, doramáticos kdramistas drameiros, somos capazes de avaliar – já, de certo modo – como se dá parte da filmologia desses países, conseguindo até vislumbrar conceitos psicológicos, cultura nacional e outras coisas mais. Bom, digo a vocês que já sei o que nós fazemos por aqui: análises fílmicas. E que, não somente por sabermos o nome bonitinho da coisa, mas já estamos apurados o bastante para sabermos coisas como tomadas de cenas, tratamento com relação aos familiares e conceito de família, personagens tipos, relações entre homem e mulher, com relação ao sentimento patriota, etc.

“Os filmes seriam documentos culturais que projetam imagens do comportamento humano social por serem ficcionais.”

Em um primeiro momento a autora diz que análises fílmicas tiveram início na 2° guerra mundial nos EUA a fim de conhecer o inimigo, visto o pouco contato com a cultura, costumes, interesses. Era necessário saber como se pensa, como se sente, como se enxerga o mundo. Conhecer o inimigo para combatê-lo.

Os taiwaneses são mais leves, com histórias românticas relacionadas à moral e ao destino, com menor produção se comparado aos cenários e produções coreanas, os coreanos apresentam um repertório maior com relação ao tema, mas raramente se colocam para discutir questões sociais de cunho “mais forte”, eu sempre acho que na Coréia tudo é flores. A grande produção coreana trata dos temas comuns amorosos, aos relacionados a desejo de vingança, ambição, os de ação e política (eles sempre correlacionam ação e política).

Deste modo, convido todos a darem uma olhada no livro imagem-violência (circula pela internet um pdf) e lançarmos mão da antropologia e fazermos o que gostamos: assistir e analisar dorama. Vamos.

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