9. Introduction of Architecture (K-movie)

O K-movie é até que fofinho. Mas sabe? Fiquei com um ar de decepção assim que o filme foi avançando, avançando e não tive nenhuma expectativa suprida com êxito, devido, ao nome do k-movie. “Introdução à Arquitetura” (para qualquer um ou só para um estudante de arquitetura?) promete ser algo que revele um pouco do mundo mágico (?) da arquitetura (risos).

Primeiro, os agradecimentos ao Paulo do Oyasumi Dramas, que gentilmente, me mandou um link do filme para baixá-lo (o-la)…

Introdução à Arquitetura nada mais é que um first Love com fim mal resolvido. Tenho a impressão que filmes românticos coreanos são remakes e remakes de “first Love”s sendo mal resolvidos, interrompidos ou whatever.

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Tinha que ter sido mais entende? Não tem como não pensar em como começamos o primeiro ano na faculdade. Não tem como não relembrar as primeiras aulas e nosso primeiro contato com a arquitetura. Que seja. Eu não tenho muita coisa boa para dizer. O que mais me lembro é aquela pergunta insuportável do primeiro dia: “mas por que você escolheu arquitetura?”, não basta ser jovem, revoltadinho e você ainda tem que escolher o que vai fazer da vida e ter uma resposta decente para que quando fizerem essa pergunta você ao menos não balbucie algo idiota.

A verdade é que ninguém sabe exatamente. Não adianta dizer que gosta de desenhar ou qualquer coisa do tipo. Mas em uma aula, na metade do segundo ano, sem saber muito o quê eu fazia ali, a professora de RESMAT disse que estávamos lá porque gostávamos de “habitar”. E, pá. Foi como um estalo. Eu não tenho dom para coisa e também nenhum tipo de talento em especial ou inteligência suficiente que tenha me motivado a entrar em arquitetura. Arquitetura para mim era a cidade. O que eu gosto mesmo é de morar. Foi o que me motivou. Mais precisamente a minha cama, o meu colchão, o meu edredom e também tenho quase certeza de que o meu sono também!!!

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Ao pensar em “introdução à Arquitetura” eu fiquei imaginando uma ode à cidade. Só poderia ser uma ODE à cidade. ODE. ODE. ODEEEE. Porque é assim que você começa. Você simplesmente tem uma percepção hiperbólica da cidade e de todos os seus meios urbanos. E depois você simplesmente mergulha nisso.

O filme, também conhecido como Architecture 101, Introduction of Architecture e Geonchukhakgaeron, é uma história de amor, entre  Seung Min (Uhm Tae-Woong) e Seo Yeon (Han Ga-In). O filme começa com Seo Yeon indo procurá-lo para construir/restaurar sua casa. Ele não a reconhece de primeira, ela, era seu primeiro amor.

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15 anos atrás, Seung Min (Lee Je-Hoon, de Fashion King) estava assistindo às aulas de introdução à arquitetura e foi lá que conheceu Seo Yeon (Bae Suzy) (ela faz música), por morarem no mesmo bairro e por um trabalho dessa aula, que fazia com que o aluno saísse pelo bairro, conhecendo e fotografando, “numa experiência única de vivência na cidade” (como diria qualquer professor de arquitetura).
Assim sendo, eu esperava mais “dessa” participação da arquitetura na vida e nos projetos dos personagens. Eu queria que a arquitetura estivesse mais exposta e não fosse tão banalmente tratada como pano de fundo. Sei lá. Era, pra mim, conhecer mais da cidade e se perder em meio à ela… um pouco como nos filmes de Woody Allen.
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O filme mostra precariamente a interação que o arquiteto tem que estabelecer com o morador da casa que está projetando, para que aquelas percepções estejam inseridas no projeto, também porque a cliente já é um “pouco” conhecida…
Seung Min, está para se casar e acaba aceitando em fazer o projeto da casa de Seo Yeon. Como nem tudo é perfeito, o filme intercala flashbacks de velhas lembranças de amor e dos desencontros entre Seung Min e Seo Yeon e os dias atuais. É um filme bonitinho, com belas fotografias.
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O fim, conto porque sou chata e não quero deixar vocês iludidos, termina com a mudança de Seo Yeon para sua nova casa com seu pai (ele está doente e é lá que vai passar seus últimos dias) e o casamento e a ida de Seung Min para os EUA. Por mais que Seo Yeon tenha voltado e feito Seung Min relembrar o passado, ele também se manteve firme em sua decisão (mesmo a beijando e perguntando por que ela voltou) e ela nos disse porque não deveria ser levada à sério “por curiosidade”, ou seja, por pura falta do que fazer. Passado é passado. E esse filme não me conquistou tanto assim porque já faz 4 anos que a arquitetura está tentando em vão ~~

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