Filme 3: O Cavaleiro das Trevas Ressurge

Uma das frases que me fez começar esse post a respeito do filme O Cavaleiro das Trevas ressurge foi essa, em que, depois de ler eu apenas disse: “Isso mesmo. Exatameeeeeeeeeeeeeente!”, a saber: “Quem tem o Batman como herói preferido é porque sabe que o Cavaleiro das Trevas não nasceu em um planeta distante, foi picado por aranhas radioativas, ganhou um anel poderoso, ou tem genes mutantes. O Morcegão é o melhor porque é apenas um ser humano, como você e eu. A diferença é que ele é muito mais obstinado e, bom, tem mais grana na conta bancária. Beeem mais!”

Na verdade nós não gostamos de Batman pelo Batman.  Tem toda uma ambientação, nossa querida cidade de Gotham, um aparato forte na história como o batmóvel (no caso o Tumbler voador), personagens carismáticos como Alfred, que enriquece a história e que, principalmente, eu diria, ficamos incrivelmente maravilhados pelos vilões e suas excentricidades e da forma como geram o caos e impulsionam a história de maneira enérgica, com grande tensão e até humor.

É através deles que descobrimos as falhas e as mazelas da sociedade de Gotham que nos motivam a olhar para as estruturas sociais e ver que caminham para o caos, e o pensamento de nossos vilões como Bane no último filme como palavras que ecoam Caos, Terrorismo Poético e outros crimes exemplares. Como uma força contrária e poderosa queincita e fascina as pessoas a terem ações/reações subversivas. Mas, isso não explica ou desculpa o fato de saírem atirando no cinema, pois apesar de terrorismo em nada se assemelha a ação subversiva que leva os outros a se questionarem a respeito.

O final da trilogia correspondeu às expectativas dos fãs (eu diria) pois 1) a trilha sonora estava perfeita; 2) a mulher gato (Anne Hathaway) representou bem e vendo as outras que também queriam o papel achei que a escolha foi ótima e só beneficiou o filme e a atriz (mas uma vez Michelle Pfeiffer sempre Michelle Pfeiffer);

3) efeitos de cena, incrivelmente visual, limpo, nada muito pedante; 4) um roteiro sucinto que com frases repetidas e aquelas longas explicações dos vilões a respeito do que estavam fazendo (estrutura da ação típica de histórias de heróis) nos remetiam bastante às histórias dos HQs do Batman;

5) Christian Bale nunca me convenceu como Batman, mas tudo bem Batman é mascarado; 6) Um final (Miranda ~surpreendente~) que nos prendeu e foi um belo arremate (com direito a prevermos uma possível outra história;

7) Marion Cotillard (Miranda) estragou com sua atração forçada e indigna de um filme do Batman; 8) Joseph Gordon-Levitt como Robin foi lindo s2; 9) a trilogia vai nos deixar saudade assim como Coringa (Heath Ledger); 10) Christopher Nolan assim como Tim Burton são diretores que não deixaram a desejar.

Eu cresci vendo Batman returns (1992) e o Pinguim (Danny DeVito) e a Mulher-Gato (Michelle Pfeiffer) foram algo que me marcaram completamente. Depois de um tempo eu vi o Coringa interpretado por Jack Nicholson em Batman (1989) e eu percebi que eu era apaixonada por esses vilões! Ver os vilões em cena é um momento muito almejado e achei que isso me aconteceu menos quando via Bane. Também porque Bane no final dá uma brochada monstra quando descobrimos… sua friendzone (rsrs).

Depois que a “verdade” no final foi revelada, eu só consegui pensar em uma coisa:

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