Filme 2: Hannah and her sisters

Sei que estou claramente atrasada com relação aos meus posts sobre filmes e doramas e besteiras sobre Jessica Jung em geral. Mas tenho andado desanimada com a faculdade que anda me ocupando demais e me poupando de menos. Houve nesse meio tempo até quem me mandasse desistir. Mas assim, fácil fácil, né galere, não é pra ninguém.

Mas não importa. Ana e suas irmãs é um filme de Woody Allen de 1986 que tem 103 min e para saber mais >>> IMDb. Tudo começa em uma festa de ação de graças e descobrimos uma família, em que os pais, já velhinhos, que foram no passado atores. Como o título nos diz, são três irmãs: Hannah (Mia Farrow) , Lee (Barbara Hershey) e Holly (Dianne Wiest).

 

Hannah também é também atriz e é a queridinha dos pais. Aquela em que tudo dá certo e tem sempre a vida super boa, é gentil e generosa com todos ao redor e não olha nada além de seu próprio umbigo. Tem a bunda virada para a lua. Tem a admiração de todos, mas também evidentemente que todos ficam receosos com relação a ela. Tem um julgamento prático e nem sempre o que ela diz é bem-vindo.

Lee é aquela que tem uma queda por homens mais velhos. (foi apenas assim que consegui defini-la durante todo o filme). E Holly é a que não dá certo. A ovelha negra, esquisita, desajustada. A que usa cocaína, a que nunca vai fazer algo bom na vida, a sem futuro. Quem nunca? A verdade é que a história dela me atraiu mais.

O roteiro é dividido por episódios que estruturam a ação dramática. E nos faz perceber que há duas histórias paralelas. A história do triângulo amoroso de Elliote (Caine), a irmã Lee (Hershey) e esposa Hannah (Mia Farrow) e a história de Holly (Wiest) tentando fazer alguma coisa decente na vida e a de Mickey (Allen), ex-marido de Hannah, hipocondríaco, psicótico, estéril, meio desajustado na sua vida também, que desiste de seu trabalho na televisão depois de um susto um possível câncer.

Até certo ponto não percebemos a conexão de Mickey com o restante da história. Ele passa por uma “crise existencial” após se dar conta de que vai morrer. Ele procura Deus e religiões diversas. É interessante o “desfecho” de sua crise. Ele simplesmente é curado quando entra em uma sessão de cinema e diz tudo aquilo que não precisamos ser nenhum bidu para saber, tudo aquilo que já constatamos um dia. A vida é agora e pensar muito a respeito e não viver, talvez seja burrice.

Os filmes de Allen sempre são considerados muito auto-biográficos (e altamente especulados a respeito), mas conforme vemos seus filmes temos sempre a sensação de” já ter visto aquela ideia antes”, como essa em que ele “materializa” em Mickey e que também fala sobre ela em vários outros filmes. E também a sua exploração veraz da convivência em família, das relações cotidianas e seus significados.

Allen é um grande observador, ele capta e consegue passar isso muito bem, eu diria que é por isso e pela simplicidade de seus roteiros que ele é tão bom/famoso/etc. Há graça em seu humor, mas não é um discurso frívolo, tem sempre uma questão a ser discutida, uma mensagem a ser passada. E no final, pra mim, um bom filme é isso. Graça, leveza e conteúdo. O Allen sempre tentou passar em seus filmes é basicamente o que todo escritor tenta passar em seus livros. As suas ideologias, as suas crenças, os seus pensamentos…

Elliot e Lee acabam um caso. Holly e sua amiga de Abril (Fisher) encontram Davi (Sam Waterston), um arquiteto rico, e acabam tendo com ele um triângulo amoroso. Hannah, por sua vez, parece quase fora da história: Ela é uma atriz de sucesso que cuida de seus filhos, seus pais e suas irmãs. O drama que emana de sua vida parece ser tudo o que ela não sabe. É como se ela não saísse de seu mundo da Disney.

Lee acaba conhecendo outro professor mais velho (até sua traição com Elliot, ela tinha um relacionamento com um professor mais velho). Mickey e Holly se encontram na rua e relembram sua história, no passado, os dois tinham saído uma vez, depois do divórcio de Mickey com Hannah e não tinha dado nada certo. Eles não tinham nada a ver. Mas aí Holly decide escrever roteiros e Mickey já se “resolveu” na vida. A partir daí, eles começam a sair e a se dar bem. A cena final, no dia de ação de graças, as situações de todo mundo aparentemente parecem ter mudado, ou não.

Holly e Mickey estão juntos. Lee e Elliot já tinham terminado, mas Elliot ainda continua pensando em Lee. Hannah, a boba. Família reunida, recomeço.

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